Apple lança iPhone 11 e Apple TV+, que chega ao Brasil por R$ 9,90

Serviço de streaming foi anunciado em evento da Apple no mesmo dia em que Prime, da Amazon, chega ao Brasil

Paula Soprana Wesley Faraó Klimpel
São Paulo

O Apple TV+, streaming de filmes e séries da Apple, chega ao Brasil no dia 1º de novembro por R$ 9,90. O anúncio coincide com o da concorrente Amazon, que nesta terça (10) lançou no país o programa de assinaturas Prime, que inclui filmes, também pelo preço de R$ 9,90.

As novidades acerca do Apple TV+, que concorre ainda com Netflix e Hulu, foram apresentadas no evento da Apple mais aguardado do ano, que acontece no teatro Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia.

Dedicado à nova linha de produtos da companhia, a apresentação mobiliza o mercado de tecnologia, que anualmente aguarda superação em hardware ou novos modelos de negócio da empresa fundada por Steve Jobs, que lançou o smartphone em 2007.

Embora não muito gritantes, as novidades elevaram em 1% as ações da companhia, cotadas a US$ 216,70, maior patamar desde novembro de 2018. 

As ações das concorrentes do streaming fecharam em queda: Netflix e Disney caíram 2%, e Spotify, de música, 3%. A Amazon registrou queda de 0,6% e Google fechou estável.

Ao fixar uma data para o aguardado Apple TV+, Tim Cook, presidente-executivo da gigante, mostrou o trailer de “See”, série estrelada por Jason Momoa, o Aquaman, e exaltou o “The Morning Show”, a “primeira série com Jennifer Aniston depois de 'Friends'". O serviço terá nove séries originais. 

Para captar clientes num mercado global cada vez mais acirrado —o Disney+ chega em novembro aos EUA—, a Apple garantiu a compradores de seus produtos um ano de assinatura grátis. Também anunciou o Arcade, de games, disponível no Brasil no dia 19, também por R$ 9,90. 

As novidades mais aguardadas eram relativas à nova geração de iPhone, diante da pressão gerada pelo avanço de concorrentes chineses no segmento móvel e dos resultados que sucederam o lançamento no ano passado, quando a Apple precisou revisar para baixo a projeção de vendas. 

Com lançamentos modestos, como câmeras melhores e baterias mais duradouras, a companhia apresentou a nova geração de iPad, Apple Watch e iPhone, ainda sem data e preços definidos para chegar ao Brasil. 

O iOS 13, novo sistema operacional, estará disponível no próximo dia 19.

A exibição do sistema de câmeras do iPhone Pro, que terá uma angular, uma grande angular e uma teleobjetiva, foi um ponto alto do evento.

A qualidade da imagem, aliada ao processador mais rápido do mercado, segundo a Apple, foi aperfeiçoada por sistemas de inteligência artificial que garantirão mais detalhes à fotografia. 

O aprimoramento nas câmeras era aguardado diante do espaço positivo que o celular top de linha da chinesa Huawei, o P30 Pro, começou a receber nas críticas.

Os novos celulares —iPhones 11, 11 Pro e 11 Pro Max—terão preço inicial de US$ 699, US$ 999 US$ 1.099, respectivamente. Eles chegam para substituir XR, XS e XS Max.

A linha mais popular ganhou as cores roxo, verde, preto, branco, dourado e vermelho, além de modo noturno para a fotografia. 

O tempo de bateria na comparação entre o iPhone 11 e o XR aumentou uma hora. Já a linha pró, mais cara, será vendida em quatro cores e ganhou aumento substancial de bateria: cinco horas na comparação com o XS Max.

Com o anúncio, a Apple tira do mercado algumas versões e derruba em US$ 150 os preços do XR, que vai a US$ 599, e do iPhone 8, a US$ 449.

As maiores novidades do iPad são a fabricação com alumínio 100% reciclável e o display de 3,5 milhões de pixels, que enriquece a performance visual. Ele custará US$ 329. 

Já o relógio Watch Series 5 ganhou uma tela que nunca apaga, bateria de até 18 horas e custo inicial US$ 399, ainda sem data para estreia por aqui. 

O equipamento, disponível a partir de 20 de setembro, ganhou novas cores, como branco, azul e preto, e custará entre US$ 399 e US$ 499. 

Antes de anunciar o dispositivo, a empresa falou sobre o Apple Research App, aplicativo de pesquisa que funcionará em parceria com instituições como Harvard e universidade de Michigan para o desenvolvimento de estudos a partir de dados coletados de usuários. Ele estará disponível a usuários que queiram fornecer informações a pesquisas em saúde.

Antes disso, Tim Cook mostrou um vídeo com forte apelo em ocional de pessoas salvas pelo Apple Watch.

 
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