Pentágono confirma Microsoft para armazenamento em nuvem

Amazon, inicialmente vista como a favorita, questionou a escolha pela rival

San Francisco | AFP

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos manteve sua decisão de assinar um contrato no valor de US$ 10 bilhões para armazenamento de dados em nuvem com a Microsoft, apesar das acusações da rival Amazon de favoritismo por parte do presidente Donald Trump e da intervenção da justiça americana.

O Pentágono "completou sua reavaliação das propostas para o contrato de Infraestrutura de Defesa Empresarial Conjunta (Jedi) e determinou que a Microsoft segue sendo a melhor e mais barata opção para o governo", informou o órgão em comunicado publicado nesta sexta-feira (4).

Após a publicação da conclusão dos estudos da licitação, no ano passado, a Amazon, inicialmente vista como a favorita, questionou a escolha pela rival Microsoft.

Escritório da Microsoft em Paris, França - Gerard Julien - 6.mar.2018/AFP

A gigante do varejo na internet e de tecnologia acusa em particular o presidente Trump de ter influenciado na decisão devido a seu ódio pessoal contra Jeff Bezos, fundador da Amazon e homem mais rico do mundo.

Um juiz americano aceitou o pedido da Amazon em fevereiro para ordenar a suspensão do contrato, avaliado em US$ 10 bilhões.

O governo solicitou ao tribunal no mês seguinte que o caso fosse devolvido ao departamento durante 120 dias para reconsiderar certos aspectos da decisão.

"A implementação do contrato não vai começar imediatamente devido à ordem temporal da corte federal de 13 de fevereiro", completou o Pentágono nesta sexta.

Este contrato valioso por um período de dez anos tem como objetivo modernizar todos os sistemas informáticos das forças armadas americanas em um sistema gerido por inteligência artificial.

"Apreciamos que o departamento tenha confirmado, depois de uma cuidadosa reavaliação, que estamos oferecendo a tecnologia adequada pelo melhor preço", respondeu um porta-voz da Microsoft.

A Amazon, contudo, acredita que o Pentágono não fez uma reavaliação séria. Segundo comunicado da empresa de Bezos, o novo estudo "não é mais do que uma tentativa de validar uma decisão errada, enviesada e politicamente corrompida".

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