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WhatsApp adia mudança na política de privacidade após protestos

Usuário terá agora até 15 de maio para aceitar compartilhar dados com Facebook

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Nova York | The Wall Street Journal

O WhatsApp O WhatsApp vai adiar uma controvertida atualização de suas regras de privacidade depois da reação negativa de alguns usuários ao volume de dados que o app compartilharia com o Facebook, que controla o popular serviço de mensagens.

A companhia, que tem cerca de dois bilhões de usuários, disse que estes teriam prazo até 15 de maio para revisar e aceitar as novas regras. Os usuários que não o fizerem até então perderão o acesso ao app, disse um porta-voz. Antes, o prazo para aceitar as novas regras se esgotava em 8 de fevereiro, mas o WhatsApp anunciou que “esperaria que as pessoas revisassem gradualmente as novas regras, no ritmo que preferirem”.

“Muita gente se manifestou e se declarou confusa com relação à nossa mais recente atualização”, disse um porta-voz do WhatsApp. “Houve muita desinformação que causou preocupação, e queremos ajudar todo mundo a compreender nossos princípios e os fatos”.

O WhatsApp afirmou que as novas regras não têm por objetivo expandir sua capacidade de compartilhar dados com o Facebook, e que em lugar disso pretendiam permitir que empresas que interagem com clientes via WhatsApp armazenem essas interações em servidores do Facebook.

As mudanças foram uma mudança crucial no plano do Facebook para gerar receita com o app, depois de muitos anos de dificuldade para fazê-lo. As empresas também poderão armazenar atividades de compras dos usuários nos servidores.

Logotipo do WhatsApp
Logotipo do WhatsApp - Lionel Bonaventure - 28.dez.16;AFP

As mensagens do WhatsApp continuarão a ser protegidas por criptografia nas duas pontas, e nem o WhatsApp e nem o Facebook podem ler as mensagens privadas, manter registros sobre os interlocutores dos usuários, ou receber informações de localização que eles compartilhem; os dados de contatos tampouco serão compartilhados com o Facebook, anunciou o WhatsApp.

Certos dados já são compartilhados entre as duas empresas há algum tempo. O Facebook tem acesso aos números de telefone que estejam sendo usados no WhatsApp, e a informações sobre a frequência de uso do app e sobre a operadora de telefonia empregada pelos usuários.

Certos usuários expressaram confusão e ceticismo na mídia social, uma semana atrás, quanto às novas regras, e questionaram se as novas regras permitiriam que o Facebook acesse mensagens ou outras informações que eles anteriormente acreditavam ser privativas.

Embora o WhatsApp tenha tentado esclarecer as regras esta semana, explicando que sua promessa essencial de mensagens criptografadas nas duas pontas da comunicação continuaria inalterada, muitos usuários começaram a procurar alternativas.

Os downloads mundiais do app caíram em 17% na semana posterior ao anúncio das novas regras, ante a semana anterior, nas lojas de apps do Google e da Apple, de acordo com a Sensor Tower, que analisa o mercado de apps. Enquanto isso, os downloads do Signal, um app de mensagens concorrente, subiram em 6.000% no período, e os do Telegram, mais um serviço semelhante, dobraram, de acordo com a Sensor Tower.

Tradução de Paulo Migliacci

Com São Paulo

WSJ

Conteúdo licenciado pelo Wall Street Journal para publicação na Folha de S.Paulo, a responsável pela tradução para o português.

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