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Twitter vai lançar serviço de pagamento por conteúdo para atrair influenciadores

Ferramenta de pagamento de 'gorjetas' vai se chamar Super Follows e deve ser lançada neste ano

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Sarah E. Needleman / The Wall Street Journal

O Twitter pretende lançar um serviço de assinatura para criadores de conteúdo e disse que vai explorar o pagamento de "gorjetas", enquanto procura duplicar suas receitas anuais e acelerar o crescimento de usuários nos próximos anos.

A companhia de rede social disse na quinta-feira (25) que a iniciativa de assinaturas, chamada Super Follows, dará às pessoas a oportunidade de receber pagamento por seu conteúdo. O Twitter espera atrair os chamados influenciadores com grande número de seguidores na internet, e pretende lançá-la neste ano.

Executivos do Twitter não dizem quando a empresa vai adotar os pagamentos a usuários ou dão detalhes sobre como isso vai funcionar. A companhia também não revelou que porcentagem vai ganhar sobre as vendas por essa função ou com o Super Follows.

Escritório do Twitter em Santa Monica, California - Jonathan Alcorn - 27.jul.2018/AFP

Dantley Davis, diretor de design e pesquisa do Twitter, disse que "um modelo baseado em audiência em que os assinantes podem financiar diretamente o conteúdo que valorizam é um modelo de incentivo duradouro que alinha os interesses de criadores e consumidores".

O Twitter revelou os novos modelos de negócios em um evento online para analistas, o primeiro em vários anos, e disse que eles fazem parte do objetivo mais amplo da empresa de alcançar pelo menos US$ 7,5 bilhões em receitas ou mais até 2023, contra os US$ 3,7 bilhões que fez no ano passado, segundo um documento da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. A companhia está projetando que sua base de usuários diários cresça para pelo menos 315 milhões até o final de 2023, ou cerca de 20% anualmente a partir de agora.

As ações do Twitter subiram 5% no pregão de quinta.

A adoção de assinaturas pode ser uma maneira de o Twitter depender menos de publicidade, que representou 86% do faturamento total da empresa em 2020. No mês passado, o Twitter disse que fez um acordo para comprar a plataforma de boletins Revue Holding, aproveitando uma tendência das companhias tecnológicas de fornecer aos criadores de conteúdo ferramentas para ganhar dinheiro. O espaço cada vez maior inclui outras startups de boletins, como Substack e Mailchimp, do Rocket Science Group.

Com as gorjetas, o Twitter se somaria a várias outras companhias de rede social que oferecem a oportunidade de mostrar apoio entre pessoas ou a grupos de usuários. O YouTube, da Alphabet, o serviço de live streaming Twitch, da Amazon, e a plataforma de bate-papo Discord permitem que os usuários comprem acessórios digitais com essa finalidade.

Embora esteja trabalhando para criar outras linhas de negócios, o Twitter acrescentou e aperfeiçoou as ferramentas para anunciantes que querem comercializar na plataforma. A companhia disse que uma maneira como espera crescer é atraindo mais anunciantes de pequenas empresas. A maioria de seus anunciantes são grandes companhias.

O Twitter disse que as mudanças de privacidade iminentes na Apple poderão ter um impacto modesto em seu negócio de publicidade e que o crescimento de usuários poderá desacelerar neste ano em comparação com os primeiros meses da pandemia do coronavírus, quando muitas pessoas começaram a passar mais tempo online e nas redes sociais.

O aumento de usuários é crítico para o Twitter, porque apesar de sua base ter crescido durante anos ainda está atrás de concorrentes como Facebook e Snap, matriz da efêmera plataforma de mensagens Snapchat. Para o trimestre que terminou em dezembro, o Twitter disse que tinha 192 milhões de usuários diários, enquanto o Facebook relatou aproximadamente 1,85 bilhão e o Snap disse que tinha 265 milhões.

Para este ano, o Twitter disse que pretende expandir sua força de trabalho em mais de 20%, principalmente em áreas como engenharia, design de produtos e pesquisa. A companhia terminou 2020 com mais de 5.500 empregados.

Tradução do inglês por Luiz Roberto M. Gonçalves

WSJ

Conteúdo licenciado pelo Wall Street Journal para publicação na Folha de S.Paulo

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