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Horizon Forbidden West é primeiro jogo a mostrar o que o PS5 realmente pode fazer

Personagens exibem expressões faciais realistas sem precedentes na sequência de game de 2017

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Tom Faber
Financial Times

Você tem que ter pena da Guerrilla Games. Assim que lançou seu fantástico RPG de mundo aberto em 2017, Horizon Zero Dawn, ele foi ofuscado por Zelda: Breath of the Wild, que foi lançado uma semana depois e acabou sendo um grande jogo.

Agora, enquanto entrega uma excelente sequência, Horizon Forbidden West, outro fenômeno chega em seus calcanhares para sugar todo o oxigênio, Elden Ring. Pobre Guerrilla, uma equipe de desenvolvedores maravilhosos com um caso sério de má escolha de momento.

No entanto, estar fora dos holofotes também faz sentido. Os jogos Horizon vendem bem, mas não roubam a cena. Em vez de rasgar o manual, eles oferecem exercícios de refinamento, emprestando ideias de outros jogos e sintetizando-as com um polimento impecável. Como seu antecessor, Forbidden West é consistentemente impressionante e satisfatório, mas raramente revelador.

Imagem do jogo Horizon Forbidden West, da Guerrilla Games
Cena do jogo Horizon Forbidden West, da Guerrilla Games - Divulgação

Resumindo em uma linha: você é um caçador-coletor lutando contra dinossauros-robôs em um EUA pós-apocalíptico. Com um gancho tão divertido, ninguém precisava de Horizon Zero Dawn para ter uma boa história, mas sua narrativa se mostrou inesperadamente interessante.

Os jogos acontecem mil anos depois que máquinas furiosas exterminaram a maior parte da humanidade. Os sobreviventes se agruparam em comunidades tribais que veem as relíquias da tecnologia como objetos de suspeita ou reverência religiosa.

Os dramas dos clãs em guerra são narrados ao lado da história de como nosso mundo foi arruinado. Guerrilla encontrou ouro com a heroína de cabelos flamejantes Aloy, que equilibra coragem e ternura como um dos novos personagens mais memoráveis de sua geração de console.

Onde o primeiro jogo se estendia por um Colorado semelhante à Terra, Forbidden West chama os jogadores para Nevada e Califórnia com uma nova ameaça à humanidade que, naturalmente, só você pode resolver.

O jogo anterior girava em torno dos mistérios da identidade de Aloy, que foram cuidadosamente encerrados em sua conclusão. A história do novo jogo é mais difusa, mas explora de maneira inteligente os temas da catástrofe climática e a arrogância da grande tecnologia com um roteiro diferenciado e dublagem brilhante que inclui aparições dos atores Angela Bassett e Carrie-Anne Moss.

Os viciados em ação estejam avisados: este jogo contém uma enorme quantidade de diálogo, mais adequado para aqueles que gostam de matar robôs intercalados por longas, embora raramente monótonas, dissertações sobre política de ficção científica.

Forbidden West é o primeiro que verdadeiramente mostra os músculos do PS5, com gráficos tão bonitos que muitas vezes me pego interrompendo a aventura apenas para admirar a paisagem, sejam nuvens de poeira cruzando o deserto ou folhas da floresta tremendo na brisa. Os robôs inimigos são engenhosos trabalhos de relojoaria biomecânica, em forma de cobras, hipopótamos, furões, carneiros e pterodátilos, com cabos elétricos como tendões e aço reluzente como ligamentos.

O mais impressionante são os modelos dos personagens. O penteado complexo de Aloy é uma maravilha por si só, e a animação das expressões faciais atinge um realismo sem precedentes –nunca antes eu vi um personagem do jogo comunicar o subtexto de forma tão convincente apertando a mandíbula ou mudando sutilmente o olhar.

A jogabilidade de Forbidden West oferece um combate robusto e satisfatório sob sua boa aparência. O movimento de Aloy parece ultrafluido enquanto ela habilmente transita entre deslizar, escalar e fazer uso de novas ferramentas, como um gancho e parapente.

Cada luta com um robô inimigo é tensa e emocionante, exigindo que os jogadores pensem como um caçador analisando os comportamentos dos oponentes, implantando armadilhas e ataques elementais para ganhar vantagem. Pequenas irritações de Zero Dawn foram resolvidas, permitindo que você faça melhor uso de armas furtivas e corpo a corpo ou gerencie recursos com mais facilidade.

Qualquer desenvolvedor que faça a continuação de um jogo de sucesso precisa descobrir como fazer uma sequência valer a pena. Agora que a novidade dos dinossauros-robôs se esgotou, como a Guerrilla poderia manter os jogadores envolvidos? A resposta do desenvolvedor é expandir: em Forbidden West há mais de absolutamente tudo. Além da extensa história principal, há cavernas subaquáticas para sondar, contratos de salvamento para cumprir, girafas gigantes para escalar, até mesmo um jogo de tabuleiro inteiro para dominar.

Enquanto alguns jogos de mundo aberto parecem afogar os jogadores em trabalhos inúteis, o design e o texto inteligentes da Guerrilla garantem que a maioria das atividades pareça consequente. Forbidden West não é inchado, é apenas enorme. Embora a qualidade raramente caia, admito que ocasionalmente me sinto exausto com o quanto havia para fazer no jogo, com quanto tempo ainda tinha que seguir. A pergunta para os que têm dúvida se devem jogá-lo não deve ser "É bom?". Definitivamente é. Em vez disso, pergunte a si mesmo: quanto jogo você realmente quer?

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves

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