Cinco exposições pelo mundo para visitar em 2019

Curadora indica mostras em Paris, Nova York e São Paulo

A curadora Fernanda Brenner, fundadora e diretora artística do Pivô, espaço de de arte contemporânea no Copan, em São Paulo, indica cinco mostras que valem a pena visitar neste ano.

 

Finding Oneself Outside

New Museum, Nova York; 22 de janeiro a 14 de abril

Misturando antropologia, arqueologia e etnografia, a mexicana Mariana Castillo Deball explora a representação das culturas, em especial a pré-hispânica, por meio de artefatos. A partir de 31 de março, visite o MoMA PS1, que exibe exposição de Simone Fattal, síria criada no Líbano

Mostra individual de Erika Verzutti

Centro Georges Pompidou, Paris; 20 de fevereiro a 15 de abril

Só pela arquitetura, o espaço já vale a visita. As tubulações ficam do lado externo, formando um exoesqueleto. Veja a primeira grande mostra individual da paulistana na Europa. As esculturas de Verzutti, diz Brenner, refletem sua irreverente relação com a história da arte e a cultura pop. Vide o título de um dos trabalhos: “Tarsila com Laranja”, referência a Tarsila do Amaral

Instalação 'Planetarium', de Adrián Villar Rojas, na Bienal de Sharjah de 2012
Instalação 'Planetarium', de Adrián Villar Rojas, na Bienal de Sharjah de 2012 - Jörg Baumann

Bienal de Sharjah

Sharjah, Emirados Árabes Unidos; 7 de março a 10 de junho

Com 16 museus, o emirado foi nomeado pela ONU a Capital Cultural do Mundo Árabe. Sua 14ª bienal terá três exposições simultâneas, cada uma com um curador. O evento é relevante por causa de sua localização, fora do circuito tradicional, diz Brenner

Bienal de Veneza

Veneza; 11 de maio a 24 de novembro

A tradicional mostra chega à sua 58ª edição como uma das poucas que tem uma área com obras divididas por países. Na parte brasileira, assumem Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, cujos vídeos e fotos exploram gêneros musicais como o funk e o gospel

Histórias das Mulheres, Histórias Feministas

Masp, São Paulo; ao longo do ano

O museu dedica 2019 às narrativas femininas (e feministas). Ao longo do ano, estão previstas retrospectivas de Djanira da Motta e Silva, Tarsila do Amaral e Lina Bo Bardi, entre outras, além de uma exposição coletiva com o mesmo nome

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