Acesso de turistas a monumentos de Machu Picchu será limitado em maio

Medida ainda é um teste, mas restrições poderão se tornar permanentes em 1º de junho

Lima | AFP

O Peru irá limitar temporariamente o acesso de turistas a dois templos e a uma pirâmide em Machu Picchu para evitar um desgaste maior dessa centenária cidade inca declarada patrimônio da humanidade, informou o governo na semana passada.

A restrição se aplicará, a princípio, de 15 a 28 de maio, ao acesso de visitantes ao templo do Sol, ao templo do Condor e à pirâmide de Intihuatana.

"Essas medidas respondem à necessidade de conservar Machu Picchu, já que há evidências de um desgaste da superfície de pedra por causa do trânsito de visitantes nos três setores", disse o ministério da Cultura.

Montanha e construções antigas em gramado
Complexo de ruínas incas de Machu Picchu, no Peru - Cris Bouroncle/AFP

Quase 6.000 turistas —divididos em dois turnos— podem visitar, por dia, a cidade de pedra edificada no século 15, segundo as autoridades. 

Pelo plano piloto anunciado, os turistas terão no máximo três horas para visitar cada um desses três monumentos.

"Essa é uma experiência piloto (...) com o fim de conservar o patrimônio cultural e, ao mesmo tempo, facilitar a visita turística", disse o arqueólogo José Bastante, chefe do parque arqueológico Machu Picchu, onde está a cidade.

Se os resultados foram bons, as restrições poderão se tornar permanentes a partir de 1º de junho.

​Machu Picchu (montanha velha, em quechua) está em cima de uma montanha e foi construída durante o reinado do imperador inca Pachacútec (1438-1471).

A cidade está a uma centena de quilômetros de Cusco, antiga capital do império inca, no sudeste do Peru.

Encontrada em 1911 pelo explorador americano Hiram Bingham, foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco em 1983.

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