Descrição de chapéu Álbum de viagem

Fotógrafo leva quatro anos para registrar o Pantanal de norte a sul

Incursão de João Farkas pelos principais pontos do bioma brasileiro vai virar livro

Copas de árvores verdes e rosas

Copas de ipês roxos, na região rio Negro, no Pantanal João Farkas

Ana Luiza Tieghi
São Paulo

O fotógrafo paulistano João Farkas passou quatro anos indo e vindo do Pantanal. A ideia era desbravar e registrar o bioma de norte a sul, o que conseguiu em oito incursões, de até duas semanas cada.

"Andamos por todas as sub-regiões, desde a nascente do rio Paraguai, no Mato Grosso, passando por Poconé e Cáceres, até o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, onde nascem alguns rios que alimentam as águas do Pantanal", afirma. 

Ele, que não conhecia o local, ficou surpreso com a beleza, o tamanho e as condições do bioma. 

"Por ser uma planície inundável, o Pantanal depende da qualidade das águas que vêm dos planaltos vizinhos e dos fluxos de cheias e vazantes. Mas tanto a qualidade das águas como esse fluxo já estão bastante alterados pela atuação humana", diz.

O tema sensibilizou o fotógrafo, que se uniu a ONGs, produtores rurais locais e ativistas para lançar o projeto Documenta Pantanal (documentapantanal.com.br), que tem o objetivo de chamar a atenção para a região, reforçando a necessidade de preservá-la.

​“O Pantanal tem uma vocação turística muito forte, mas ele é ofuscado pela Amazônia e pelas nossas praias”, afirma o fotógrafo. Segundo ele, a concorrência com outras belezas naturais faz com que esse bioma, que em qualquer país seria muito conhecido e explorado para o turismo, seja pouco conhecido pelo Brasil e por estrangeiros.

O trabalho de Farkas rendeu uma exposição, apresentada em Londres e Bruxelas, e também um livro, "João Farkas, Pantanal", que será lançado em outubro.

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