Palácio usado por sultões monopoliza atenção em Granada, na Espanha

Localizada no alto de uma colina, a Alhambra reúne palácios árabes construídos no século 13

Juliana Vines
Granada (Espanha)

​Pouco mais de 200 km de estrada separam Córdoba de Granada. Ou 200 km de oliveiras. As árvores cobrem as montanhas e abastecem indústrias de azeite que soltam na beira da rodovia fumaça com cheiro do óleo. 

A Andaluzia é responsável por mais de 80% do azeite da Espanha, país que é o maior produtor do mundo.

Depois de duas horas de viagem, as árvores dão lugar à Sierra Nevada, com picos que ultrapassam 3.400 metros de altitude e podem ter neve até no verão.

A cadeia montanhosa fica a cerca de 30 km de Granada e serve de pano de fundo para a vista mais conhecida da cidade: a da Alhambra (pronuncia-se alambra), conjunto de palácios árabes que monopoliza o turismo local.

Localizado no alto de uma colina, o complexo surgiu como uma cidade palatina no século 13 e foi usado pelos sultões por mais de 200 anos, até Granada ser reconquistada por cristãos. Sob nova direção, o lugar ganhou prédios com arquitetura renascentista e virou patrimônio mundial.

Quase 2,4 milhões de pessoas visitam a Alhambra todos os anos --mais de dez vezes a população de Granada. Como o número de ingressos é limitado, é preciso comprar com ao menos uma semana de antecedência, no site tickets.alhambra-patronato.es.

A entrada geral, que dá acesso às principais áreas, custa € 14 (R$ 60). O local funciona todos os dias das 8h30 às 20h entre abril e outubro; de outubro a março, fecha às 18h.

Ao comprar o ingresso, o turista deve agendar o horário de entrada nos Palacios Nazaríes, que reúnem salas com arabescos e azulejos característicos da arquitetura árabe. Ficam a 20 minutos de caminhada da porta do complexo. Conclusão: chegue antes da hora para não ter que correr. 

A melhor forma de ir até Alhambra é de ônibus. A linha C32 sai da Plaza de Isabel la Católica, no centro, e sobe o morro em uns dez minutos. A passagem custa € 1,40 (R$ 6).

Prepare-se para andar. A visita leva três horas, boa parte disso só nos Palacios Nazaríes. Além dos salões decorados do chão ao teto (como a Sala de Dos Hermanas, que parece revestida de pequenas estalactites), há pátios luxuosos, feitos para ostentar.

Um deles é o dos Leones, com 12 leões de mármore, fonte e arcos cobertos de arabescos que lembram rendas.

Ao sair dos palácios, pegue novamente o ingresso para entrar na Alcazaba, fortaleza e casa da guarda de elite dos sultões. É possível caminhar entre as muralhas e ver parte da Sierra Nevada e do bairro histórico Albaicín.

Quando a visita parece estar perto do fim, é só o começo do Generalife, palavra que vem da expressão árabe "jannat al-arif" (jardim do arquiteto). São vários jardins, hortas e casas que eram refúgio dos governantes --quando se cansavam dos aposentos reais. 

Para os turistas exaustos, há sombra e bancos vazios. Quem tiver ânimo, pode subir nas partes altas do Generalife e ver os fundos dos palácios.

Mas a melhor vista para Alhambra (aquela com picos nevados) fica fora do complexo, no mirante de San Nicolás, no Albaicín. O bairro histórico guarda mais um pouco da herança muçulmana na região.

Vale a pena enfrentar as ladeiras para registrar as casinhas brancas com fachadas cheias de vasos floridos. Outro ponto fotogênico é às margens do rio Darro, na base da colina onde fica a Alhambra. 

A carrera del Darro é passagem de turistas que descem do Albaicín em direção ao centro de Granada, atrás de restaurantes e bares de tapas. As casas servem pratos da culinária andaluza, como o salmorejo, espécie de gaspacho com ovo cozido e presunto ibérico tostado.


COMO CHEGAR
Granada fica a 420 km de Madri e 208 km de Córdoba. Da capital, é preciso pegar a rodovia A-4 e depois a A-44. De Córdoba, pega-se a A-45 e depois a A-92. De trem, são três horas e 15 minutos a partir de Madri (em média € 37, ou R$ 157) e uma hora e meia de Córdoba (€ 30, ou R$ 127)


Pacotes

US$ 540 (R$ 2.030)
4 noites em Sevilha e Granada, na RCA (rcaturismo.com.br)
Duas noites em Sevilha e duas em Granada. Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui passeios pelas cidades e seguro-viagem. Sem passagem aérea

US$ 1.102 (R$ 4.143)
6 noites em Madri, Sevilha e Granada, na Maringá Lazer (maringalazer.com.br)
Três noites em Madri, duas em Sevilha e uma em Granada. Partida em 15 de outubro. Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui seguro-viagem e traslados. Sem passagem aérea

US$ 1.102 (R$ 4.143)
6 noites em Madri, Sevilha e Granada, na Venice Turismo (veniceturismo.com.br)
Três noites em Madri, duas em Sevilha e uma em Granada. Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui city tour e traslados. Sem passagem aérea

R$ 4.575
6 noites em Sevilha, na Submarino Viagens (submarinoviagens.com.br)
Hospedagem em quarto duplo, sem café da manhã. Inclui passagens aérea a partir de Guarulhos (SP)

R$ 4.801
9 noites em Madri, Barcelona, Sevilha, Granada e Valência, na CVC (cvc.com.br)
Três noites em Madri, duas em Barcelona, duas em Sevilha, uma em Granada e uma em Valência. Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui passeios panorâmicos com guia em português. Sem passagem aérea

R$ 7.460
9 noites em Barcelona, Valência, Granada, Sevilha e  Lisboa, na Abreu (abreutur.com.br)
Três noites em Barcelona, uma em Valência, uma em Granda, duas em Sevilha e duas em Lisboa. Partida em 7 de novembro. Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui passeios pelas cidades e traslados. Sem aéreo

€ 2.810 (R$ 11,9 mil)
9 noites em Barcelona, Madri, Sevilha e Granada, na Interpoint (interpoint.com.br)
Três noites em Barcelona, três em Madri, duas em Sevilha e uma em Granada. Hospedagem em quarto duplo, com café da manhã. Inclui quatro dias de locação de carro. Sem passagem aérea

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