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Em Paraty, restaurante-barco serve banquete durante excursão

Viajante também tem à disposição deque para tomar sol, ducha e pranchas de standup paddle

Ivan Finotti
Paraty (RJ)

Enormes camarões salteados, pequeninos sanduíches de atum defumado, bolinhos de siri, cones com ragu de pato e cebolas caramelizadas, vinhos e/ou cervejas. Trata-se de um banquete com o melhor de Paraty (RJ) —só que não num restaurante, mas a bordo de um barco, durante um passeio pela região.

É o Sem Pressa, traineira (tipo de barco) para até 18 pessoas onde a chef Gisela Schmitt prepara pessoalmente o menu do dia, sempre variável, respeitando a sazonalidade da região. Se um pescador pegou um ótimo robalo, eis o cardápio. Se os siris chamarem a atenção de Gisela, pode crer que eles irão parar no seu prato. Ela comanda pessoalmente a cozinha em todas as excursões marítimas.

No barco, o viajante terá a sua disposição um deque superior para tomar sol, ducha, lavabo, pranchas de standup paddle e uma mesa fixa para um almoço sem deslizes, algo raro nos barcos da região.

E terá também o sol, as ilhotas e as praias escondidas da região de Paraty, para onde o barco ruma no roteiro que dura cerca de cinco horas (incluindo a refeição).

Outras empresas, como a Paraty Tours, também organizam passeios de barco (com restaurante a bordo).

Se os peixes e frutos do mar preparados pela chef Gisela são comprados frescos de pescadores da região, os vegetais orgânicos vêm de Cunha (a 46 km de Paraty). Setembro, por exemplo, é época de mandioquinha, batata-doce, espinafre, mandioca, tomate e rúcula, além de alface, cenoura, beterraba, couve e brócolis, que dão o ano todo.

Os preços do passeio e do almoço dependem do número de convidados. O mimo para um casal custa R$ 2.800. Para grupos acima de 13, o preço cai para R$ 470 por pessoa. A cerveja está incluída, mas o vinho é à parte. Crianças de até 12 anos pagam metade.

Além do barco Sem Pressa, Gisela comanda há cerca de dois anos o restaurante Gastromar, na Marina Porto Imperial, a cinco minutos de Paraty em direção a São Paulo. 

Inicialmente, era uma cozinha que fazia refeições de alta gastronomia para os donos de iates levarem em seus passeios. Acabou aberto ao público, de quinta a domingo.

Na entrada, lê-se o seguinte: “Se a maré te trouxe, fica”. Mas não é preciso chegar de barco. Pode-se chegar de carro da cidade ou mesmo voando, pois a marina tem heliponto.

Os mesmos conceitos de sazonalidade guiam o restaurante, mas ali há um cardápio fixo, que inclui uma pescada inteira grelhada e aberta com mix de frutos do mar, que serve duas pessoas (R$ 168), ou o filé de robalo grelhado, purê de batata trufado, espinafre orgânico, rabanete e amêndoas (R$ 92).

Há ainda camarões flambados no gim (R$ 95) e o risoto de cogumelos servido com manteiga de trufas negras e mascarpone. As sobremesas vão de brigadeiro de cacau no pote (R$ 24) a pudim de pistache (R$ 28).

Na última Flip (Festa Literária de Paraty), em julho, Gisela estreou a Casa Gastromar no centro histórico da cidade, que funcionou como centro cultural e gastronômico durante a festa. No local, carrinhos de comida serviram quitutes e vinhos aos literatos e personagens em geral.

O jornalista viajou a convite do restaurante Gastromar

Gastromar/Sem Pressa
Marina Porto Imperial, rodovia Rio-Santos km 578,5, Paraty, RJ. Tel. (24) 3372-1313; whatsapp (21) 99793-0803; gastromarparaty.com

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