Bondinho do Rio de Janeiro leva VIPs para ver o sol nascer

Tour lançado nesta semana inclui café da manhã no Pão de Açúcar e é só para hóspedes do Belmond Copacabana Palace

Marília Miragaia
Rio de Janeiro

Por volta das cinco horas, três antes da abertura do Bondinho Pão de Açúcar, na Praia Vermelha, zona sul do Rio, ainda está escuro e não existem as costumeiras filas de turistas nem ambulantes oferecendo passeios.

Nesse horário, o veículo funciona apenas para receber um grupo: é a "sunrise experience", lançada há uma semana em parceria com o Belmond Copacabana Palace, que une nascer do sol e café da manhã no Pão de Açúcar. 

O tour, exclusivo para os hóspedes do hotel (diária a partir de R$ 1.395), só sai com no mínimo quatro pagantes (R$ 1.500 por pessoa, mais taxa de 10%). O ingresso convencional custa R$ 116 por pessoa.

Quem chega de madrugada encontra um bondinho com espaço de sobra para fazer fotos sob a luz da lua minguante. Em horários de pico, o mesmo vagão comporta até 65 pessoas. 

Na primeira parada do teleférico, no Morro da Urca, uma linha vermelha marca o horizonte e o dia já vai ficando claro. O grupo, então, se apressa para chegar até o local de onde sai o segundo bondinho, em direção ao Pão de Açúcar.

Na segunda estação, que oferece uma vista 360º da cidade, a tentação é procurar pontos conhecidos, como o Corcovado.

Mas o amanhecer irradia de outra direção, a de Niterói, e o melhor local para presenciá-lo é perto do bosque, um pouco distante do terraço onde o hotel montou a mesa do café da manhã. 

O sol sai da linha do horizonte pouco antes das 6h, em uma vista que mistura mar, ilhas e mata atlântica (não esqueça do repelente, há pernilongos). O horário do show muda de acordo com a época do ano. 
Até o sol despontar por completo, pouca gente se lembra que um bufê aguarda os visitantes.

Duas mesas têm minisalada de fruta, pão de queijo, sanduíche vegetariano, pain au chocolat, café, chá, leite e espumante à vontade.

Cerca de 50 quilos, entre equipamentos, alimentos e bebidas, foram transportados ao topo do Pão de Açúcar para viabilizar a experiência, com serviço feito por três garçons. 

O guia turístico Rodrigo Rufino Moreira, 36, ganha mais atenção depois que o sol nasceu. Ele conta que o bondinho foi o terceiro teleférico do mundo, enquanto mostra aos visitantes pontos como o aeroporto Santos Dumont. 

E o que é mais bonito ali, o amanhecer ou o crepúsculo? Para ele, a competição é dura. Os dois são bonitos, mas no por do sol muitas vezes os visitantes começam a fazer fila às 15h para não perder o melhor lugar para as fotos, diz. 

Com o turismo ficando mais popular, novas formas de exploração de velhos destinos surgem o tempo todo.

No campo das chamadas experiências, o Pão de Açúcar e o Belmond Copacabana Palace negociam um novo tour, para noites de lua cheia.

Antes do fim do passeio diurno, se o visitante desejar pode fazer um voo de helicóptero, cobrado à parte pela empresa Helisight. É necessário acionar o concierge do hotel com antecedência. 

O heliponto está no Morro da Urca, com opções de passeio de até 60 minutos (R$ 2.045 por pessoa, mínimo de três pessoas).

O trajeto que dura cerca de dez minutos (R$ 760 por pessoa) dá a volta no Corcovado, mostra as praias de Copacabana, Ipanema, Leblon e a lagoa Rodrigo de Freitas.

Quando se vê novamente o contorno do Pão de Açúcar, a viagem está perto do fim. O sol alto indica que o horário em que o Bondinho abre ao público está perto e, também, que a praia voltou a ganhar a vida rotineira.

A jornalista viajou a convite do Belmond Copacabana Palace 

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