Incêndios florestais afetam turismo na região do Pantanal

Hotel em Mato Grosso do Sul teve que suspender atividades por causa das queimadas

Renan Marra
São Paulo

Os incêndios no Amazonas e no Pará atingiram apenas áreas distantes das principais atrações turísticas dos estados, segundo autoridades. Mas no Pantanal, onde a situação se agravou na última semana, a visitação foi interrompida em alguns pontos. 

O hotel Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda (MS), teve que suspender as atividades na quinta (12) por causa das queimadas. 

A reabertura, prevista para o fim do mês, será parcial, com número limitado de turistas, de acordo com o proprietário, Roberto Klabin.

O fogo, segundo ele, consumiu mais da metade dos 52,4 mil hectares da propriedade, mas não danificou as estruturas usadas pelos visitantes, como acomodações. Agora, os esforços estão concentrados na avaliação de quais foram as perdas em termos de fauna e flora.

O Refúgio Ecológico Caiman oferece atividades de ecoturismo e também desenvolve pesquisas visando a conservação do meio ambiente. A diária, com quarto duplo, custa a partir de R$ 3.000.

Focos de incêndio são comuns nesta época do ano, mas o impacto nunca foi tão grande, segundo Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, órgão oficial do setor no estado. O pior já passou, diz, e outros estabelecimentos não foram afetados.

Em Mato Grosso, os atrativos turísticos do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foram fechados na segunda (9) após o surgimento de novos focos de incêndio. O local foi parcialmente reaberto nesta quarta (18).

No Pará, a situação também está sob controle, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Os focos registrados no último fim de semana nas proximidades de Alter do Chão (PA), um dos lugares mais procurados por visitantes no estado, foram extintos nesta terça (17).

Mesmo assim, a recomendação é que os turistas com viagem marcada para as regiões afetadas entrem em contato com os hotéis antes da sua partida. 

O fluxo de turistas nessas áreas é importante porque irá gerar os recursos que serão utilizados na recuperação dos biomas, de acordo com Simone Scorsato, diretora-executiva da BLTA, associação de turismo de luxo com 38 associados, entre hotéis, pousadas e operadoras de viagem.

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