Roteiro a pé por Istambul revela templos erguidos por otomanos e bizantinos

Passeio de um dia pela cidade turca passa por mesquita, basílica, palácio e mercado

Istambul

A chegada a Istambul ocorre em uma segunda-feira, 28 de outubro, véspera do aniversário de 96 anos da fundação da República da Turquia. O feriadão deixa as ruas com poucos carros e muitos visitantes, que seguem dezenas de guias turísticos pelas principais atrações da cidade.

Há um roteiro básico que pode ser feito a pé. A primeira parada é na Mesquita Azul, construída no início do século 16. Um quiosque na entrada distribui lenços para que as mulheres cubram a cabeça e possam entrar no templo.

Os sapatos ficam do lado de fora e muitos fiéis lavam os pés antes de acessar a mesquita. A prática umedece os tapetes que cobrem o piso, e isso explica o chulé no ar.

O cheiro não prejudica o passeio e desaparece diante da opulência típica das edificações do Império Otomano.

A guia Melike Korkmaz diz que a Mesquita Azul foi construída pelo sultão Ahmet para ofuscar a Basílica de Santa Sofia. Os templos são separados por uma praça, ocupada por vendedores de suvenires, castanhas assadas e milho.

Erguida no século 6, a basílica é herança do Império Bizantino. O catolicismo ortodoxo deu lugar ao islã após a queda de Constantinopla, em 1453. A catedral ganhou minaretes, virou mesquita e assim permaneceu até a década de 1930, quando foi transformada em museu.

Fãs de cinema vão reconhecer o vão central da igreja. O local foi cenário do filme “Inferno” (2016), baseado na obra de Dan Brown e estrelado por Tom Hanks e Felicity Jones.

Quem se dispõe a pagar cerca de R$ 50 para visitar Santa Sofia descobre que os esforços do sultão Ahmet não foram suficientes. Embora os exteriores se equivalham, o interior da basílica é mais impressionante que o da Mesquita Azul.

A guia diz que 70% do mármore do mundo vem da Turquia e, por isso, essa pedra é tão abundante nos templos e também no Palácio Topkapi, visitado em seguida. O local foi casa de sultões entre os séculos 15 e 19.

Visto do lado de fora, o acesso mais famoso do Topkapi parece um castelinho de um parque da Disney.

Após passar pelo detector de metais, os turistas encontram um pátio com edificações separadas que exigem ao menos uma hora e meia de visita.

A entrada custa o equivalente a R$ 45, mas é preciso pagar mais R$ 35 para ter acesso ao espaço que abrigava o harém.

Após uma caminhada de 400 metros a partir do Topkapi, o visitante chega à entrada da cisterna da basílica. A construção subterrânea tem 336 colunas e é mais uma obra do Império Bizantino. A guia afirma que também foi concluída no século 6.

Os 90 milhões de litros de água armazenados no passado dão lugar a corredores iluminados com passarelas sobre laguinhos rasos, quase poças. Após ser desativado, o reservatório passou por séculos de abandono até ser recuperado e virar atração turística na década de 1980.

Depois de conhecer as principais atrações de Istambul a pé, um ônibus fretado leva os turistas até o mercado Grand Bazaar de Istambul, centro de compras tradicional que lembra um labirinto. Centenas de relógios e tênis falsificados se misturam a tecidos, chás e luminárias. É o local mais caricato da cidade que é parte asiática, parte europeia.
O jornalista viajou a convite da Anfavea 

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