Descrição de chapéu The New York Times

Nos Estados Unidos, viajante tem que tirar lanche da mala para embarcar

Empresas aéreas adotam medidas para limitar número de pessoas a bordo e reduzir aglomeração nas filas

Niraj Chokshi
The New York Times

Nos Estados Unidos, quem quiser viajar de avião durante a pandemia tem que aceitar novas inconveniências.

Já no embarque, os passageiros são instruídos a validar sozinhos seus tickets nos leitores eletrônicos, para diminuir o contágio pelo novo coronavírus, de acordo com a TSA, agência americana de administração de segurança nos transportes.

Os viajantes também devem colocar comidas que levam na bagagem em uma esteira separada, para que os agentes do aeroporto não precisem lidar com os alimentos.

O órgão colocou ainda marcações e lembretes sobre distanciamento social em filas e determinou o uso de equipamentos de proteção por parte dos funcionários.

Mulher com roupa branca, máscara e boné desce escada rolante em terminal de aeroporto
Passageira com máscara em terminal do aeroporto JFK, em Nova York - Johannes Eisele/AFP

Uma regra, porém, foi relaxada: os passageiros agora podem carregar até 320 ml de álcool —a norma anterior permitia no máximo 80 ml.

Na hora de imprimir o bilhete, os viajantes da United Airlines e da Delta Air Lines que optarem por usar um quiosque de autoatendimento podem interagir com um equipamento que funciona sem que precise ser tocado.

Muitas companhias mudaram o processo de embarque, separando as pessoas em grupos pequenos, para evitar aglomeração no portão ou na ponte de acesso à aeronave.

Mas, embora os terminais provavelmente estejam vazios, não existe garantia de que o mesmo acontece nos voos.

No último fim de semana, que foi prolongado por um feriado na segunda-feira (25), a expectativa era de que a maioria dos voos nos Estados Unidos tivesse lotação de menos de 50%. Mas uma pequena parte deles —um em cada 12— poderia ter mais de 70% de seus lugares ocupados.

As companhias de aviação adotaram abordagens diferentes para limitar o número de pessoas a bordo.

A United disse que os passageiros têm o direito de remarcar a passagem se o voo em que embarcariam tiver mais de 70% de lotação.

A Delta anunciou um limite de ocupação de 50% na primeira classe e 60% nas demais classes. A American afirmou que não vai ocupar metade das poltronas centrais em seus aviões. E a Southwest Airlines, que não tem assentos designados com antecedência, disse que manterá um terço deles desocupados até o mês de julho.

A bordo, a maior parte das companhias agora requer que passageiros e tripulantes usem máscaras. Bebida e comida são servidas de forma restrita, em muitos casos, e algumas empresas oferecem apenas petiscos em embalagens e caixas seladas.

A maioria das companhias está realizando limpezas regulares em seus aviões, às vezes em todos os intervalos entre voos, e oferecendo aos seus passageiros desinfetantes, máscaras e outros produtos para higiene.

A Delta, por exemplo, está higienizando cada voo com um sistema eletrostático que asperge uma nuvem de desinfetante na aeronave. Já a United começará a fazer a mesma coisa no mês que vem.

As diversas medidas de segurança que as companhias de aviação adotaram podem ajudar a atrair alguns passageiros, mas a maioria do público que costuma viajar continua em casa. No dia 13 de maio, a quantidade de pessoas verificadas nos postos de controle aeroportuários da TSA continuava 80% mais baixa do que o número registrado na data equivalente em 2019.

Tradução de Paulo Migliacci

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