Satélite foi reduzido a pedaços do tamanho de uma bola, dizem EUA
O míssil norte-americano que atingiu um satélite espião com combustível tóxico reduziu a ameaça a pedaços do tamanho de bolas de futebol americano, mas o Pentágono diz não estar certo de ter destruído completamente o tanque de combustível, informaram fontes oficiais.
"Até agora não vimos mais que uma bola de futebol americano", declarou o chefe adjunto do Estado-Maior conjunto norte-americano, general James Cartwright, durante uma coletiva de imprensa.
"Há um alto grau de certeza de que atingimos o tanque, mas ainda não podemos afirmar de maneira concreta", acrescentou.
Os Estados Unidos justificaram a destruição desse satélite espião devido à presença, em seus tanques, de cerca de 450 kg de uma substância altamente tóxica, a hidrazina.
O satélite espião, lançado em 2006, estava à deriva. O governo norte-americano indicou que o míssil foi lançado para derrubar o satélite espião e proteger a população, já que a hidrazina ataca o sistema nervoso central e pode ser mortal em fortes doses.
Alguns países, como a Rússia, deixaram clara a sua preocupação por esta operação por considerá-la um teste antimísseis.
O Pentágono decidiu esperar que o ônibus espacial Atlantis aterrizasse quarta-feira na Flórida, depois de uma missão de quase duas semanas no espaço.
A operação para destruir o satélite foi avaliada em um custo de entre US$ 40 milhões e US$ 60 milhões e foram utilizados mísseis SM 3, cujo software foi modificado para "reconhecer o satélite".
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