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26/10/2005
-
23h10
THIAGO REIS
da Agência Folha
Treze pessoas morreram em 13 dias no município de Turiaçu (320 km de São Luís-MA) devido a um surto de raiva humana transmitida por morcegos.
A última morte registrada foi a de um garoto de 13 anos, nesta quarta-feira, por volta das 12h30. A primeira foi no dia 14. Outras duas pessoas com os sintomas da doença estão internadas em estado grave. Quase a totalidade das vítimas tem de 2 anos a 14 anos. Apenas um adulto, de 38 anos, está entre os mortos.
Neste ano, o Estado registrou outros surtos, com sete mortes, em Godofredo Viana, Carutapera e Cândido Mendes, cidades quase vizinhas, na divisa com o Pará --onde 15 morreram em Augusto Corrêa (256 km de Belém).
Os surtos são provocados por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Tiveram início no ano passado, em Portel e em Viseu (PA): foram 21 vítimas.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Maranhão, 330 pessoas já foram vacinadas para evitar o desenvolvimento da doença, na comunidade Antônio Dino --zona rural da cidade--, a 32 km da sede. Todas elas foram agredidas por morcegos.
O esquema de sorovacinação é feito em cinco doses num período de 28 dias. Cerca de 680 pessoas vivem na comunidade rural. A população do município é de pouco mais de 34 mil habitantes. O órgão estadual enviou ofício a todos os secretários municipais da saúde do Maranhão para que colham dados de agressões de morcegos a pessoas.
Segundo a chefe de Zoonoses, Jakeline Rios, na região noroeste há uma busca ativa de casos. Também estão sendo realizadas palestras educativas nas escolas. O órgão utiliza ainda uma pasta vampiricida para capturar os morcegos e realizar o controle da espécie, a Demodus rotundus.
Especialistas apontam como causas do aparecimento de surtos de raiva a introdução do gado na região, o desmatamento devido à extração de madeira e abrigos abandonados devido ao garimpo do ouro e do calcário.
Doença
A transmissão ocorre por meio de mordida, arranhão ou lambida de um animal infectado. A doença é provocada por um vírus que ataca o sistema nervoso central. Caso não seja tratada de forma adequada (vacinação e soro), ela pode levar à morte. Em estágio avançado, não tem cura.
A raiva causa perturbação do sono, inquietude e mudança no comportamento. Há ainda dor no local da mordida, formigamento e queimação. No estágio mais avançado, ocorrem alucinações, hidrofobia, febre e convulsões.
De 1986 até o ano passado, foram registradas 703 mortes por raiva no país (84 no Maranhão). A doença, em declínio desde 95, após investimento do Ministério da Saúde na vacinação de cães e gatos, teve um aumento devido às agressões de morcegos. Só no ano passado, foram 30 mortes. Em 2005, já são 38.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre raiva
Município registra 13 mortes por raiva em 13 dias no MA
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da Agência Folha
Treze pessoas morreram em 13 dias no município de Turiaçu (320 km de São Luís-MA) devido a um surto de raiva humana transmitida por morcegos.
A última morte registrada foi a de um garoto de 13 anos, nesta quarta-feira, por volta das 12h30. A primeira foi no dia 14. Outras duas pessoas com os sintomas da doença estão internadas em estado grave. Quase a totalidade das vítimas tem de 2 anos a 14 anos. Apenas um adulto, de 38 anos, está entre os mortos.
Neste ano, o Estado registrou outros surtos, com sete mortes, em Godofredo Viana, Carutapera e Cândido Mendes, cidades quase vizinhas, na divisa com o Pará --onde 15 morreram em Augusto Corrêa (256 km de Belém).
Os surtos são provocados por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Tiveram início no ano passado, em Portel e em Viseu (PA): foram 21 vítimas.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Maranhão, 330 pessoas já foram vacinadas para evitar o desenvolvimento da doença, na comunidade Antônio Dino --zona rural da cidade--, a 32 km da sede. Todas elas foram agredidas por morcegos.
O esquema de sorovacinação é feito em cinco doses num período de 28 dias. Cerca de 680 pessoas vivem na comunidade rural. A população do município é de pouco mais de 34 mil habitantes. O órgão estadual enviou ofício a todos os secretários municipais da saúde do Maranhão para que colham dados de agressões de morcegos a pessoas.
Segundo a chefe de Zoonoses, Jakeline Rios, na região noroeste há uma busca ativa de casos. Também estão sendo realizadas palestras educativas nas escolas. O órgão utiliza ainda uma pasta vampiricida para capturar os morcegos e realizar o controle da espécie, a Demodus rotundus.
Especialistas apontam como causas do aparecimento de surtos de raiva a introdução do gado na região, o desmatamento devido à extração de madeira e abrigos abandonados devido ao garimpo do ouro e do calcário.
Doença
A transmissão ocorre por meio de mordida, arranhão ou lambida de um animal infectado. A doença é provocada por um vírus que ataca o sistema nervoso central. Caso não seja tratada de forma adequada (vacinação e soro), ela pode levar à morte. Em estágio avançado, não tem cura.
A raiva causa perturbação do sono, inquietude e mudança no comportamento. Há ainda dor no local da mordida, formigamento e queimação. No estágio mais avançado, ocorrem alucinações, hidrofobia, febre e convulsões.
De 1986 até o ano passado, foram registradas 703 mortes por raiva no país (84 no Maranhão). A doença, em declínio desde 95, após investimento do Ministério da Saúde na vacinação de cães e gatos, teve um aumento devido às agressões de morcegos. Só no ano passado, foram 30 mortes. Em 2005, já são 38.
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