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07/09/2001
-
10h27
da France Presse, em Cabul (Afeganistão)
O julgamento de oito voluntários estrangeiros no Afeganistão, acusados pelo Taleban (grupo islâmico que controla 90% do território do Afeganistão desde 1998 e impôs um regime marcado pelo extremismo e pelo conservadorismo) de propagar o cristianismo, foi temporariamente suspenso porque hoje é dia santo para os muçulmanos.
A Corte Suprema retomará o julgamento amanhã, mas não se sabe ainda quando os acusados vão comparecer.
Os quatro alemães, dois australianos e dois americanos não foram informados do julgamento, que começou na terça-feira (5), e precisam de representação legal para ajudá-los a se defender das acusações que podem levar à pena de morte.
Diplomatas e familiares esperavam informações hoje no escritório da ONU (Organização das Nações Unidas) em Cabul, mas os escritórios do governo estão fechados.
O governo americano reiterou ontem seu apelo ao regime Taleban para que permita a presença de advogados e intérpretes aos voluntários presos no início de agosto.
De acordo com o porta-voz do departamento de Estado dos EUA, Richard Boucher, até agora a o Taleban não respondeu ao apelo americano.
O enviado especial da ONU ao Afeganistão, Francesc Vendrell, reuniu-se ontem com o vice-ministro das Relações Exteriores Taleban, Abdul Jalil, para pedir-lhe que fossem autorizadas mais visitas de médicos e familiares dos presos.
Vendrell disse que diplomatas e familiares deveriam ser autorizados a acompanhar o julgamento.
O chanceler do Taleban, Wakil Ahmed Mutawakel, disse ontem que os voluntários compareceriam à corte na "segunda fase" do julgamento, quando os diplomatas, familiares e jornalistas também seriam autorizados a entrar.
Entretanto, o responsável supremo judicial Taleban, Mawlawi Noor Mohamed Saqib, disse à rádio pública que ainda não tomou uma decisão a respeito.
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A Corte Suprema retomará o julgamento amanhã, mas não se sabe ainda quando os acusados vão comparecer.Os quatro alemães, dois australianos e dois americanos não foram informados do julgamento, que começou na terça-feira (5), e precisam de representação legal para ajudá-los a se defender das acusações que podem levar à pena de morte.
Diplomatas e familiares esperavam informações hoje no escritório da ONU (Organização das Nações Unidas) em Cabul, mas os escritórios do governo estão fechados.
O governo americano reiterou ontem seu apelo ao regime Taleban para que permita a presença de advogados e intérpretes aos voluntários presos no início de agosto.
De acordo com o porta-voz do departamento de Estado dos EUA, Richard Boucher, até agora a o Taleban não respondeu ao apelo americano.
O enviado especial da ONU ao Afeganistão, Francesc Vendrell, reuniu-se ontem com o vice-ministro das Relações Exteriores Taleban, Abdul Jalil, para pedir-lhe que fossem autorizadas mais visitas de médicos e familiares dos presos.
Vendrell disse que diplomatas e familiares deveriam ser autorizados a acompanhar o julgamento.
O chanceler do Taleban, Wakil Ahmed Mutawakel, disse ontem que os voluntários compareceriam à corte na "segunda fase" do julgamento, quando os diplomatas, familiares e jornalistas também seriam autorizados a entrar.
Entretanto, o responsável supremo judicial Taleban, Mawlawi Noor Mohamed Saqib, disse à rádio pública que ainda não tomou uma decisão a respeito.
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