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18/09/2001
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12h15
18/09/2001
A reabertura da mais importante praça financeira do mundo, ontem, confirmou o prognóstico predominante já no final da semana passada. A Bolsa de Nova York, que teve uma queda de 7%, refletiu a deterioração da confiança.
No entanto é igualmente evidente que, passado o período inicial de choque, os fatores estruturais tendem a pesar mais que o ataque terrorista na formação das expectativas de investidores e consumidores. Tais fatores, há vários meses, parecem condenar o sistema econômico global a uma fase de desaquecimento.
Um pouco para dar uma injeção de ânimo após a tragédia, mas também para tentar aumentar as chances de que o pouso continue suave e a recuperação econômica dos EUA venha logo, o Fed (banco central), antes mesmo da reabertura do pregão em Wall Street, anunciou uma redução de meio ponto na taxa de juros.
Certamente seria ingenuidade esperar que houvesse uma reabertura da Bolsa com alta do Dow Jones, mas a decisão do Fed ajudou a amortecer o movimento de baixa. As Bolsas asiáticas fecharam com fortes quedas, mas as européias tiveram ainda tempo de refletir maior otimismo com a iniciativa de Alan Greenspan.
Para a economia brasileira, continuam pertinentes as dúvidas sobre o financiamento externo, sobre o desempenho fiscal e mesmo sobre a viabilidade da meta inflacionária, pois a taxa de câmbio entrou nas últimas semanas num patamar que parece difícil de reduzir a curto prazo.
O BC anuncia amanhã o resultado de mais uma reunião do seu conselho de política monetária, mas um número expressivo de analistas de mercado espera no mínimo a manutenção dos juros no patamar atual (afinal, diante da redução dos juros nos EUA, o diferencial entre taxas internas e externas no Brasil cresceu).
Levando em conta que o cenário de uma atuação militar ou mesmo de uma escalada do terror em todo o planeta é ainda hipotético, o desafio continua sendo o de evitar que o pouso suave desande numa recessão internacional.
Leia mais no especial Oriente Médio
Editorial: Mercado reaberto
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A reabertura da mais importante praça financeira do mundo, ontem, confirmou o prognóstico predominante já no final da semana passada. A Bolsa de Nova York, que teve uma queda de 7%, refletiu a deterioração da confiança.
No entanto é igualmente evidente que, passado o período inicial de choque, os fatores estruturais tendem a pesar mais que o ataque terrorista na formação das expectativas de investidores e consumidores. Tais fatores, há vários meses, parecem condenar o sistema econômico global a uma fase de desaquecimento.
Um pouco para dar uma injeção de ânimo após a tragédia, mas também para tentar aumentar as chances de que o pouso continue suave e a recuperação econômica dos EUA venha logo, o Fed (banco central), antes mesmo da reabertura do pregão em Wall Street, anunciou uma redução de meio ponto na taxa de juros.
Certamente seria ingenuidade esperar que houvesse uma reabertura da Bolsa com alta do Dow Jones, mas a decisão do Fed ajudou a amortecer o movimento de baixa. As Bolsas asiáticas fecharam com fortes quedas, mas as européias tiveram ainda tempo de refletir maior otimismo com a iniciativa de Alan Greenspan.
Para a economia brasileira, continuam pertinentes as dúvidas sobre o financiamento externo, sobre o desempenho fiscal e mesmo sobre a viabilidade da meta inflacionária, pois a taxa de câmbio entrou nas últimas semanas num patamar que parece difícil de reduzir a curto prazo.
O BC anuncia amanhã o resultado de mais uma reunião do seu conselho de política monetária, mas um número expressivo de analistas de mercado espera no mínimo a manutenção dos juros no patamar atual (afinal, diante da redução dos juros nos EUA, o diferencial entre taxas internas e externas no Brasil cresceu).
Levando em conta que o cenário de uma atuação militar ou mesmo de uma escalada do terror em todo o planeta é ainda hipotético, o desafio continua sendo o de evitar que o pouso suave desande numa recessão internacional.
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