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20/09/2001
-
03h57
do "The New York Times"
O secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, reconheceu anteontem que a dificuldade de identificar alvos para bombardeios no Afeganistão levou o Pentágono a desenvolver um tipo de campanha menos convencional -deixando a porta aberta para tropas terrestres, incluindo unidades especiais.
"Muitos países se exauriram atacando aquele país", disse Rumsfeld, referindo-se ao Afeganistão. "Não há grandes coisas de valor que sejam fáceis de atacar. Teremos de usar todo o espectro de nossa capacidade de ataque."
Rumsfeld não confirmou que os EUA irão enviar tropas terrestres ao Afeganistão, mas falou da importância de usar forças especiais na luta contra o terrorismo.
O fato de o governo considerar a possibilidade de ações militares que vão além das recentes campanhas aéreas reflete um reconhecimento de que os terroristas são pouco visíveis e de que o Afeganistão, que os abriga, está tão pobre que apresenta poucos alvos.
Para acabar com Osama bin Laden -o suspeito de orquestrar os ataques aos EUA-, tornam-se cruciais nos planos do governo norte-americano medidas econômicas, políticas, diplomáticas e de inteligência, além do envio de tropas terrestres ao Afeganistão.
Enquanto as metas anunciadas pelo governo dos EUA, incluindo caçar os terroristas, são bastante abrangentes, a missão apresenta toda uma nova gama de desafios militares. Somente bombardeios não devem funcionar.
Os terroristas abandonaram seus campos de treinamento no Afeganistão depois dos ataques do dia 11, o que torna difícil encontrá-los. Oficiais da inteligência também disseram que, nos últimos anos, Bin Laden e seus seguidores trocaram o uso de telefones celulares, cuja comunicação pode ser interceptada, por mensageiros e encontros pessoais.
Numa reunião com quatro senadores na semana passada, até mesmo o presidente Bush fez pouco da idéia de eliminar Bin Laden com mísseis Tomahawk. "Que sentido faz mandar um míssil de US$ 2 milhões para abater um tenda vazia de US$ 10?", disse Bush.
Os militares norte-americanos têm agora duas missões: capturar os terroristas e punir qualquer governo que lhes dê abrigo ou financiamento. Para tanto, as tropas terrestres devem ser usadas para minar a capacidade do Taleban de controlar o Afeganistão.
É improvável, contudo, que o Afeganistão seja o único alvo na guerra contra os Estados que apóiam o terrorismo.
Rumsfeld afirmou que a rede terrorista liderada por Bin Laden pode ter atividades em 50 ou até 60 países. E ela é apenas uma das que Bush jurou destruir.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
Sem alvos, EUA mudam estratégia
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O secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, reconheceu anteontem que a dificuldade de identificar alvos para bombardeios no Afeganistão levou o Pentágono a desenvolver um tipo de campanha menos convencional -deixando a porta aberta para tropas terrestres, incluindo unidades especiais.
"Muitos países se exauriram atacando aquele país", disse Rumsfeld, referindo-se ao Afeganistão. "Não há grandes coisas de valor que sejam fáceis de atacar. Teremos de usar todo o espectro de nossa capacidade de ataque."
Rumsfeld não confirmou que os EUA irão enviar tropas terrestres ao Afeganistão, mas falou da importância de usar forças especiais na luta contra o terrorismo.
O fato de o governo considerar a possibilidade de ações militares que vão além das recentes campanhas aéreas reflete um reconhecimento de que os terroristas são pouco visíveis e de que o Afeganistão, que os abriga, está tão pobre que apresenta poucos alvos.
Para acabar com Osama bin Laden -o suspeito de orquestrar os ataques aos EUA-, tornam-se cruciais nos planos do governo norte-americano medidas econômicas, políticas, diplomáticas e de inteligência, além do envio de tropas terrestres ao Afeganistão.
Enquanto as metas anunciadas pelo governo dos EUA, incluindo caçar os terroristas, são bastante abrangentes, a missão apresenta toda uma nova gama de desafios militares. Somente bombardeios não devem funcionar.
Os terroristas abandonaram seus campos de treinamento no Afeganistão depois dos ataques do dia 11, o que torna difícil encontrá-los. Oficiais da inteligência também disseram que, nos últimos anos, Bin Laden e seus seguidores trocaram o uso de telefones celulares, cuja comunicação pode ser interceptada, por mensageiros e encontros pessoais.
Numa reunião com quatro senadores na semana passada, até mesmo o presidente Bush fez pouco da idéia de eliminar Bin Laden com mísseis Tomahawk. "Que sentido faz mandar um míssil de US$ 2 milhões para abater um tenda vazia de US$ 10?", disse Bush.
Os militares norte-americanos têm agora duas missões: capturar os terroristas e punir qualquer governo que lhes dê abrigo ou financiamento. Para tanto, as tropas terrestres devem ser usadas para minar a capacidade do Taleban de controlar o Afeganistão.
É improvável, contudo, que o Afeganistão seja o único alvo na guerra contra os Estados que apóiam o terrorismo.
Rumsfeld afirmou que a rede terrorista liderada por Bin Laden pode ter atividades em 50 ou até 60 países. E ela é apenas uma das que Bush jurou destruir.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
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