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21/09/2001
-
04h39
RAMÓN LOBO
do "El País", em Beirute
O governo libanês de Rafik Hariri tem um problema: a lista de supostos terroristas a serem detidos apresentada pelos Estados Unidos ao país inclui Mohamed Husein Fadlalla, o guia espiritual da corrente xiita do islamismo libanês; Hasan Nasrala, secretário-geral do grupo extremista islâmico Hizbollah; Sobhi Toufeli, ex-alto dirigente da organização e Imad Mughniyeh, ex-chefe de segurança e atual chefe de operações do grupo no exterior.
Washington acusa Mughniyeh da destruição de sua embaixada em Beirute em 1983. Reportagem publicada anteontem na revista britânica "Jane's" afirma que o serviço secreto israelense suspeita que ele seja um dos responsáveis -juntamente com o egípcio Ayman al Zawahiri, militante veterano da Al Qaeda, o grupo do líder terrorista Osama bin Laden- pelos atentados do dia 11 nos EUA.
O embaixador norte-americano no Líbano, Vicent Battle -que assumiu o cargo há apenas uma semana-, acusou o Líbano de dar cobertura a terroristas.
Questionado sobre qual seria a atitude do Hizbollah se algum de seus membros fosse preso ou extraditado, o porta-voz do grupo respondeu: "Isso não vai acontecer nunca, porque é impossível".
O Hizbollah é um verdadeiro Estado dentro do Estado libanês e, além de dispor de hospitais e escolas próprios, desde 2000, possui representação no Parlamento.
O Líbano ocupou até 1997 um lugar de destaque na lista americana de países acusados de patrocinar o terrorismo internacional. Agora, corre o risco de retornar a ela, junto com a Síria.
Arábia Saudita
O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Saud al Faisal, encontrou-se na manhã de ontem com o presidente dos EUA, George W. Bush, e disse que seu país faria "tudo" para combater o terrorismo.
Mas o FBI (polícia federal dos EUA) suspeita que a Arábia Saudita esteja omitindo informações sobre as redes terroristas ligadas a Bin Laden.
Segundo Clovis Maksud, ex-embaixador da Liga Árabe nos EUA e na ONU, os sauditas "querem ser aliados de Washington porque têm interesses econômicos, mas não querem que o mundo árabe e o mundo muçulmano os identifique como próximos aos EUA".
Irã
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Hamid Reza Asefi, declarou ontem que seu país "jamais permitirá que aviões militares norte-americanos usem o espaço aéreo iraniano para atacar o Afeganistão". Ele também disse que o Irã não deixará, "sob nenhuma circunstância", que Bin Laden entre no país.
O presidente iraniano, Mohammad Khatami, falou ao telefone ontem com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e pediu moderação aos EUA para evitar uma "catástrofe" no Afeganistão.
"A ONU deve estar no centro de um plano estratégico para combater o terrorismo, e a polarização deve ser evitada", disse Khatami, segundo a TV iraniana.
Com agências internacionais
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
EUA cobram cooperação do Líbano
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do "El País", em Beirute
O governo libanês de Rafik Hariri tem um problema: a lista de supostos terroristas a serem detidos apresentada pelos Estados Unidos ao país inclui Mohamed Husein Fadlalla, o guia espiritual da corrente xiita do islamismo libanês; Hasan Nasrala, secretário-geral do grupo extremista islâmico Hizbollah; Sobhi Toufeli, ex-alto dirigente da organização e Imad Mughniyeh, ex-chefe de segurança e atual chefe de operações do grupo no exterior.
Washington acusa Mughniyeh da destruição de sua embaixada em Beirute em 1983. Reportagem publicada anteontem na revista britânica "Jane's" afirma que o serviço secreto israelense suspeita que ele seja um dos responsáveis -juntamente com o egípcio Ayman al Zawahiri, militante veterano da Al Qaeda, o grupo do líder terrorista Osama bin Laden- pelos atentados do dia 11 nos EUA.
O embaixador norte-americano no Líbano, Vicent Battle -que assumiu o cargo há apenas uma semana-, acusou o Líbano de dar cobertura a terroristas.
Questionado sobre qual seria a atitude do Hizbollah se algum de seus membros fosse preso ou extraditado, o porta-voz do grupo respondeu: "Isso não vai acontecer nunca, porque é impossível".
O Hizbollah é um verdadeiro Estado dentro do Estado libanês e, além de dispor de hospitais e escolas próprios, desde 2000, possui representação no Parlamento.
O Líbano ocupou até 1997 um lugar de destaque na lista americana de países acusados de patrocinar o terrorismo internacional. Agora, corre o risco de retornar a ela, junto com a Síria.
Arábia Saudita
O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Saud al Faisal, encontrou-se na manhã de ontem com o presidente dos EUA, George W. Bush, e disse que seu país faria "tudo" para combater o terrorismo.
Mas o FBI (polícia federal dos EUA) suspeita que a Arábia Saudita esteja omitindo informações sobre as redes terroristas ligadas a Bin Laden.
Segundo Clovis Maksud, ex-embaixador da Liga Árabe nos EUA e na ONU, os sauditas "querem ser aliados de Washington porque têm interesses econômicos, mas não querem que o mundo árabe e o mundo muçulmano os identifique como próximos aos EUA".
Irã
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Hamid Reza Asefi, declarou ontem que seu país "jamais permitirá que aviões militares norte-americanos usem o espaço aéreo iraniano para atacar o Afeganistão". Ele também disse que o Irã não deixará, "sob nenhuma circunstância", que Bin Laden entre no país.
O presidente iraniano, Mohammad Khatami, falou ao telefone ontem com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e pediu moderação aos EUA para evitar uma "catástrofe" no Afeganistão.
"A ONU deve estar no centro de um plano estratégico para combater o terrorismo, e a polarização deve ser evitada", disse Khatami, segundo a TV iraniana.
Com agências internacionais
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
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