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22/09/2001
-
04h38
ANDREW GUMBEL
do "The Independent"
Os Estados Unidos e o Reino Unido estão em estado de alerta máximo neste final de semana temendo novos ataques terroristas.
Agindo após indicações que surgiram como parte da investigação sobre os atentados, o Serviço Federal de Investigações dos Estados Unidos lançou alertas enfatizando especialmente o risco de ataques a instalações de água e energia.
John Ashcroft, secretário da Justiça dos EUA, teria telefonado ontem a funcionários do Estado de Massachusetts , alertando contra um possível ataque terrorista à cidade de Boston nos próximos dias.
O acesso público a monumentos e locais turísticos famosos como a ponte Golden Gate, em San Francisco, está sendo proibido ou limitado. A Administração Federal da Aviação dos Estados Unidos ordenou que todos os aviões de passageiros evitem o espaço aéreo sobre estádios neste final de semana.
De acordo com Thomas Menino, prefeito de Boston, e outros funcionários do governo, a decisão de Ashcroft quanto ao reforço de segurança não se baseia em ameaças específicas.
No entanto, policiais e membros dos serviços de informações disseram acreditar que os acontecimentos de 11 de setembro podem ser apenas o começo de uma campanha contra os EUA, com a duração de alguns dias e envolvendo alvos diversos.
O FBI descobriu que o dia 22 de setembro surgia como data crucial porque cinco suspeitos ligados aos sequestradores dos aviões usados em 11 de setembro tinham reservas num vôo da United Airlines, entre San Antonio (Texas) e Denver (Colorado). O vôo foi cancelado, tanto por motivo da queda nas atividades de transporte aéreo quanto por razões de segurança.
Reino Unido
Bob Graham, presidente do Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, indicou que uma segunda onda de ataques poderia envolver tentativas de danos à infra-estrutura, por exemplo a explosão de uma ponte ou o envenenamento do sistema de água de uma cidade. As autoridades sanitárias do Connecticut à Califórnia estão em alerta máximo.
Em Londres, a polícia britânica disse que, após os EUA, o país com mais chances de sofrer novos atentados é o Reino Unido.
Sir John Stevens, comissário da Scotland Yard (a polícia londrina), declarou que não havia ameaça específica contra Londres. Mas quando perguntado sobre o maior aliado dos Estados Unidos e qual o segundo maior alvo potencial, ele diz ter respondido que "com certeza será aqui".
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
Reino Unido e EUA têm medo de novos atentados
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do "The Independent"
Os Estados Unidos e o Reino Unido estão em estado de alerta máximo neste final de semana temendo novos ataques terroristas.
Agindo após indicações que surgiram como parte da investigação sobre os atentados, o Serviço Federal de Investigações dos Estados Unidos lançou alertas enfatizando especialmente o risco de ataques a instalações de água e energia.
John Ashcroft, secretário da Justiça dos EUA, teria telefonado ontem a funcionários do Estado de Massachusetts , alertando contra um possível ataque terrorista à cidade de Boston nos próximos dias.
O acesso público a monumentos e locais turísticos famosos como a ponte Golden Gate, em San Francisco, está sendo proibido ou limitado. A Administração Federal da Aviação dos Estados Unidos ordenou que todos os aviões de passageiros evitem o espaço aéreo sobre estádios neste final de semana.
De acordo com Thomas Menino, prefeito de Boston, e outros funcionários do governo, a decisão de Ashcroft quanto ao reforço de segurança não se baseia em ameaças específicas.
No entanto, policiais e membros dos serviços de informações disseram acreditar que os acontecimentos de 11 de setembro podem ser apenas o começo de uma campanha contra os EUA, com a duração de alguns dias e envolvendo alvos diversos.
O FBI descobriu que o dia 22 de setembro surgia como data crucial porque cinco suspeitos ligados aos sequestradores dos aviões usados em 11 de setembro tinham reservas num vôo da United Airlines, entre San Antonio (Texas) e Denver (Colorado). O vôo foi cancelado, tanto por motivo da queda nas atividades de transporte aéreo quanto por razões de segurança.
Reino Unido
Bob Graham, presidente do Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, indicou que uma segunda onda de ataques poderia envolver tentativas de danos à infra-estrutura, por exemplo a explosão de uma ponte ou o envenenamento do sistema de água de uma cidade. As autoridades sanitárias do Connecticut à Califórnia estão em alerta máximo.
Em Londres, a polícia britânica disse que, após os EUA, o país com mais chances de sofrer novos atentados é o Reino Unido.
Sir John Stevens, comissário da Scotland Yard (a polícia londrina), declarou que não havia ameaça específica contra Londres. Mas quando perguntado sobre o maior aliado dos Estados Unidos e qual o segundo maior alvo potencial, ele diz ter respondido que "com certeza será aqui".
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
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