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25/09/2001
-
04h30
DOUGLAS JEHL
do "The New York Times"
Entre os principais auxiliares do líder terrorista Osama bin Laden há diversos egípcios, entre os quais um cirurgião do Cairo que ocupa o segundo posto na hierarquia da organização de Bin Laden, a Al Qaeda, e é visto por alguns especialistas como seu mais provável sucessor.
Ayman al Zawahiri, 50, era líder da Jihad Islâmica egípcia, o grupo extremista ao qual se atribui a culpa pelo assassinato do presidente Anwar Sadat, em 1981. Ele se aliou ao grupo de Bin Laden em 1998.
Depois dos ataques de mísseis de cruzeiro norte-americanos contra os campos da Al Qaeda no Afeganistão, naquele ano, Zawahiri telefonou a um jornal paquistanês, em nome de Bin Laden, e advertiu que a guerra havia começado. "Os norte-americanos devem esperar por uma resposta."
Bin Laden, um saudita que vive no exílio, levou grandes quantias de dinheiro de sua família para financiar a causa da Al Qaeda, e provou ser uma figura extraordinariamente carismática para seus seguidores. Mas especialistas dizem que Al Zawahiri lhe ofereceu características igualmente essenciais: inteligência e experiência.
"A experiência de Al Zawahiri é muito mais vasta do que a de Bin Laden", diz Dia'a Rashwan, um dos principais especialistas egípcios em militantes islâmicos. "O nome dele aparece em quase todos os casos envolvendo extremistas islâmicos desde os anos 70." Al Zawahiri não é visto no Egito desde 1986, quando fechou sua clínica no bairro de Maadi, uma região de classe média, e partiu para a Arábia Saudita, o Paquistão, o Sudão e, por fim, para o Afeganistão, onde se acredita que esteja alojado com Bin Laden.
Sua ascensão como "o número dois" de Bin Laden o tornou mais conhecido no Egito, particularmente depois dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos.
Desde 1999, Al Zawahiri está na lista dos homens mais procurados do Egito, depois que as autoridades aceitaram a alegação de que ele fora responsável pelo atentado contra a embaixada egípcia no Paquistão, em 1995, bem como por outros atos de violência. Este ano, ele foi condenado à morte por um tribunal egípcio, devido a atividades relacionadas à Jihad Islâmica egípcia.
Também em 1999, ele foi indiciado por um júri nos EUA pelo papel que supostamente desempenhou nos atentados a bomba contra duas embaixadas norte-americanas, no Quênia e na Tanzânia, em 1998 -que provocaram o ataque norte-americano com mísseis de cruzeiro e eram, até recentemente, consideradas as ações mais atrozes da Al Qaeda.
Mas, em suas raras declarações públicas, Al Zawahiri mantém um tom desafiador: "Digam aos norte-americanos que não temos medo das ameaças de bombardeio e atos de agressão", disse ele ao repórter paquistanês em 1998. "Sofremos bombardeios soviéticos por dez anos no Afeganistão e sobrevivemos a eles, e estamos prontos para novos sacrifícios".
Tradução de Paulo Migliacci
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
Cirurgião egípcio é o nº 2 de Bin Laden
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do "The New York Times"
Entre os principais auxiliares do líder terrorista Osama bin Laden há diversos egípcios, entre os quais um cirurgião do Cairo que ocupa o segundo posto na hierarquia da organização de Bin Laden, a Al Qaeda, e é visto por alguns especialistas como seu mais provável sucessor.
Ayman al Zawahiri, 50, era líder da Jihad Islâmica egípcia, o grupo extremista ao qual se atribui a culpa pelo assassinato do presidente Anwar Sadat, em 1981. Ele se aliou ao grupo de Bin Laden em 1998.
Depois dos ataques de mísseis de cruzeiro norte-americanos contra os campos da Al Qaeda no Afeganistão, naquele ano, Zawahiri telefonou a um jornal paquistanês, em nome de Bin Laden, e advertiu que a guerra havia começado. "Os norte-americanos devem esperar por uma resposta."
Bin Laden, um saudita que vive no exílio, levou grandes quantias de dinheiro de sua família para financiar a causa da Al Qaeda, e provou ser uma figura extraordinariamente carismática para seus seguidores. Mas especialistas dizem que Al Zawahiri lhe ofereceu características igualmente essenciais: inteligência e experiência.
"A experiência de Al Zawahiri é muito mais vasta do que a de Bin Laden", diz Dia'a Rashwan, um dos principais especialistas egípcios em militantes islâmicos. "O nome dele aparece em quase todos os casos envolvendo extremistas islâmicos desde os anos 70." Al Zawahiri não é visto no Egito desde 1986, quando fechou sua clínica no bairro de Maadi, uma região de classe média, e partiu para a Arábia Saudita, o Paquistão, o Sudão e, por fim, para o Afeganistão, onde se acredita que esteja alojado com Bin Laden.
Sua ascensão como "o número dois" de Bin Laden o tornou mais conhecido no Egito, particularmente depois dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos.
Desde 1999, Al Zawahiri está na lista dos homens mais procurados do Egito, depois que as autoridades aceitaram a alegação de que ele fora responsável pelo atentado contra a embaixada egípcia no Paquistão, em 1995, bem como por outros atos de violência. Este ano, ele foi condenado à morte por um tribunal egípcio, devido a atividades relacionadas à Jihad Islâmica egípcia.
Também em 1999, ele foi indiciado por um júri nos EUA pelo papel que supostamente desempenhou nos atentados a bomba contra duas embaixadas norte-americanas, no Quênia e na Tanzânia, em 1998 -que provocaram o ataque norte-americano com mísseis de cruzeiro e eram, até recentemente, consideradas as ações mais atrozes da Al Qaeda.
Mas, em suas raras declarações públicas, Al Zawahiri mantém um tom desafiador: "Digam aos norte-americanos que não temos medo das ameaças de bombardeio e atos de agressão", disse ele ao repórter paquistanês em 1998. "Sofremos bombardeios soviéticos por dez anos no Afeganistão e sobrevivemos a eles, e estamos prontos para novos sacrifícios".
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
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