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26/09/2001 - 23h15

Ouça relato do enviado especial da Folha ao Paquistão

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da Folha Online

O enviado da Folha a Peshawar, Kennedy Alencar, vive um choque entre sua conduta ocidental e a cultura islâmica do Paquistão.

Situações corriqueiras como pedir uma cerveja em um bar podem servir de exemplo para mostrar quão diferentes podem ser os valores do outro lado do mundo. "O muçulmano não bebe, o bom muçulmano não gosta de álcool. E no hotel tem um bar para estrangeiros, com uma placa grande escrita: Só para estrangeiros. Muçulmanos não entram. O garçom abre a cerveja com um desprezo tal, e te olha como se dissesse: 'beba infiel e vá arder no fogo do inferno'."

Para Alencar, um dos aspectos mais evidentes deste choque cultural é a situação da mulher na sociedade. "É realmente um lugar de segunda categoria. Imagino que uma mulher de nível médio no Brasil acharia impossível viver no Paquistão, onde os casamentos são arranjados e elas têm uma posição de destaque profissional bem menor. Apesar disso, o Paquistão trata muito melhor as mulheres do que o Taleban, no Afeganistão, onde elas são proibidas de sair de casa e estudar."


 
Clique aqui para ouvir o depoimento de Kennedy
Alencar em Real Player
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