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28/09/2001
-
04h55
TIM WEINER
BENJAMIN WEISER
do "The New York Times"
A apresentação pública de provas contra Osama bin Laden e seus aliados foi adiada indefinidamente por divergências internas sobre a divulgação de informações secretas, afirmaram autoridades do governo dos EUA.
O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse no domingo que o governo iria "apresentar ao mundo, ao povo americano, persuasivos indícios" contra Bin Laden e sua organização, a Al Qaeda. Isso poderia satisfazer as exigências de provas por parte de líderes cruciais para a coalizão que os EUA têm buscado montar, incluindo o presidente Hosni Mubarak (Egito) e o general Pervez Musharraf (Paquistão).
Embora muitos no Departamento de Estado queiram a divulgação das provas, a maioria delas é secreta. Autoridades de inteligência dizem que se opõem a qualquer coisa que se aproxime de uma exibição total dos documentos. Não querem que seja revelado como os Estados Unidos reúnem informação sobre suspeitos de terrorismo nem que suas fontes e seus métodos sejam postos em perigo.
Algumas autoridades declararam, então, que tentarão divulgar algumas provas. Outras, contudo, estão dizendo que não sabem se algo poderá ser revelado. No final das contas, dizem todos, a decisão é do presidente George W. Bush.
Busca por pistas
Para tentar obter mais informações, o governo divulgou fotos de todos os supostos 19 sequestradores dos atentados do dia 11. "Tentamos determinar se esses nomes eram os autênticos desses indivíduos ou se eles os mudaram para utilizá-los como identidade falsa nos EUA", disse o diretor do FBI, Robert Mueller, que pediu o auxílio da população. A maior incógnita continua a ser a ligação deles com Bin Laden. Segundo Mueller, um ou mais sequestradores tinham contatos com a Al Qaeda. Ele não deu detalhes, contudo.
As pistas do caso continuam a surgir. Fontes policiais informaram que, num carro deixado num aeroporto de Portland, onde embarcaram os supostos sequestradores Mohammed Atta e Abdulaziz Alomari, foram encontradas aparentes "regras de ataque" manuscritas em árabe. "Parecia que havia sido escrito para colocá-los numa área, um tipo de diretriz para a realização da missão", disse uma fonte à rede de TV CNN.
Entre os tópicos do documento, de várias páginas, apareceriam "acertar seu inimigo acima do pescoço", "seja muito pontual", "como se comportar num ponto de táxi", "como se vestir", "como agir em determinadas situações".
As autoridades americanas investigam ainda uma reunião, em dezembro de 1998, entre um alto funcionário da inteligência do Iraque e Osama bin Laden, apontado pelos EUA como principal suspeito dos atentados do dia 11. O iraquiano Farouk Hijazi, atualmente embaixador na Turquia, teria se encontrado com Bin Laden numa área onde o terrorista saudita mantém campos de treinamento militar. O objetivo da reunião seria ignorado, porém, e o Iraque negou a reunião.
Em razão do temor de novos ataques, agora com caminhões-bomba, o governo prendeu mais dez pessoas que teriam tirado ou tentado obter licenças para transportar materiais perigosos.
Com agências internacionais
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
Governo americano racha por provas sobre Bin Laden
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BENJAMIN WEISER
do "The New York Times"
A apresentação pública de provas contra Osama bin Laden e seus aliados foi adiada indefinidamente por divergências internas sobre a divulgação de informações secretas, afirmaram autoridades do governo dos EUA.
O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse no domingo que o governo iria "apresentar ao mundo, ao povo americano, persuasivos indícios" contra Bin Laden e sua organização, a Al Qaeda. Isso poderia satisfazer as exigências de provas por parte de líderes cruciais para a coalizão que os EUA têm buscado montar, incluindo o presidente Hosni Mubarak (Egito) e o general Pervez Musharraf (Paquistão).
Embora muitos no Departamento de Estado queiram a divulgação das provas, a maioria delas é secreta. Autoridades de inteligência dizem que se opõem a qualquer coisa que se aproxime de uma exibição total dos documentos. Não querem que seja revelado como os Estados Unidos reúnem informação sobre suspeitos de terrorismo nem que suas fontes e seus métodos sejam postos em perigo.
Algumas autoridades declararam, então, que tentarão divulgar algumas provas. Outras, contudo, estão dizendo que não sabem se algo poderá ser revelado. No final das contas, dizem todos, a decisão é do presidente George W. Bush.
Busca por pistas
Para tentar obter mais informações, o governo divulgou fotos de todos os supostos 19 sequestradores dos atentados do dia 11. "Tentamos determinar se esses nomes eram os autênticos desses indivíduos ou se eles os mudaram para utilizá-los como identidade falsa nos EUA", disse o diretor do FBI, Robert Mueller, que pediu o auxílio da população. A maior incógnita continua a ser a ligação deles com Bin Laden. Segundo Mueller, um ou mais sequestradores tinham contatos com a Al Qaeda. Ele não deu detalhes, contudo.
As pistas do caso continuam a surgir. Fontes policiais informaram que, num carro deixado num aeroporto de Portland, onde embarcaram os supostos sequestradores Mohammed Atta e Abdulaziz Alomari, foram encontradas aparentes "regras de ataque" manuscritas em árabe. "Parecia que havia sido escrito para colocá-los numa área, um tipo de diretriz para a realização da missão", disse uma fonte à rede de TV CNN.
Entre os tópicos do documento, de várias páginas, apareceriam "acertar seu inimigo acima do pescoço", "seja muito pontual", "como se comportar num ponto de táxi", "como se vestir", "como agir em determinadas situações".
As autoridades americanas investigam ainda uma reunião, em dezembro de 1998, entre um alto funcionário da inteligência do Iraque e Osama bin Laden, apontado pelos EUA como principal suspeito dos atentados do dia 11. O iraquiano Farouk Hijazi, atualmente embaixador na Turquia, teria se encontrado com Bin Laden numa área onde o terrorista saudita mantém campos de treinamento militar. O objetivo da reunião seria ignorado, porém, e o Iraque negou a reunião.
Em razão do temor de novos ataques, agora com caminhões-bomba, o governo prendeu mais dez pessoas que teriam tirado ou tentado obter licenças para transportar materiais perigosos.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
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