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28/09/2001
-
05h01
JAMES RUBIN
especial para o "Financial Times"
O governo Bush já obteve sucesso ao formar uma coalizão mundial contra o terrorismo. O desafio mais amplo que tem pela frente será sustentar essa coalizão à medida que se iniciam as ações militares no Afeganistão, especialmente caso derrubar o Taleban se torne o objetivo político.
O governo está certo em sua decisão de apresentar evidências de que a organização Bin Laden foi de fato responsável pelos atentados de 11 de setembro.
O passo seguinte seria estabelecer objetivos militares e policiais concretos. Quanto ao aspecto policial, os Estados Unidos deveriam esperar que todos os países onde houver agentes de Bin Laden, ou grupos a ele afiliados, tomem medidas imediatas ou permitam que os norte-americanos tomem-nas para destruir essas células.
Atingir essa meta exige cooperação sem precedentes de países na Europa, Oriente Médio e Ásia. Caso não haja cooperação, a atitude deve ser vista como ato hostil, com consequências severas.
O objetivo militar inicial da resposta liderada pelos Estados Unidos deveria ser a destruição de todas as bases conhecidas de operação mantidas por Bin Laden no Afeganistão.
O objetivo político mais amplo seria derrubar o regime do Taleban. Devemos impedir que o Afeganistão volte a ser uma base para o terror mundial, no futuro.
E dessa vez os norte-americanos e seus aliados precisam ficar até o fim, depois da formação de um novo governo, a fim de ajudar a oferecer produtos e serviços básicos ao povo afegão.
Lições soviéticas
Se esse for o curso adotado, o governo certamente estará seguindo as lições aprendidas com o fracasso soviético no Afeganistão. O objetivo não deveria ser ocupar o país, mas limitar as ações terrestres a forças especiais dirigidas contra Bin Laden e o Taleban, deixando a batalha terrestre aos próprios afegãos. E, ao contrário do que aconteceu na ocupação soviética, quando Paquistão, Arábia Saudita e a CIA forneceram suprimentos cruciais aos resistentes, o Taleban não receberá nenhum apoio externo.
Para garantir que o Taleban continue a ser um pária no mundo muçulmano, como já é, a coalizão precisa tomar imenso cuidado para minimizar as baixas entre os civis. O mundo deveria tomar medidas sem precedentes para oferecer suprimentos humanitários básicos aos afegãos inocentes que se virem apanhados em meio ao legítimo esforço de libertar seu país do domínio do Taleban.
A luta mais longa contra o terrorismo mundial é questão ainda mais complicada. Haverá pontos de vista divergentes ao redor do mundo sobre o que fazer quanto a Estados que antigamente patrocinavam o terrorismo, mas não foram ainda conectados aos ataques nos em Washington e Nova York, tais como Iraque, Irã e Síria.
Manter uma coalizão dependerá das distinções sutis entre grupos terroristas domésticos cujas táticas condenamos e grupos terroristas de alcance internacional, que devemos combater e destruir.
O autor foi secretário-assistente de Estado nos Estados Unidos
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
EUA devem impedir que Cabul seja base para o terror mundial
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especial para o "Financial Times"
O governo Bush já obteve sucesso ao formar uma coalizão mundial contra o terrorismo. O desafio mais amplo que tem pela frente será sustentar essa coalizão à medida que se iniciam as ações militares no Afeganistão, especialmente caso derrubar o Taleban se torne o objetivo político.
O governo está certo em sua decisão de apresentar evidências de que a organização Bin Laden foi de fato responsável pelos atentados de 11 de setembro.
O passo seguinte seria estabelecer objetivos militares e policiais concretos. Quanto ao aspecto policial, os Estados Unidos deveriam esperar que todos os países onde houver agentes de Bin Laden, ou grupos a ele afiliados, tomem medidas imediatas ou permitam que os norte-americanos tomem-nas para destruir essas células.
Atingir essa meta exige cooperação sem precedentes de países na Europa, Oriente Médio e Ásia. Caso não haja cooperação, a atitude deve ser vista como ato hostil, com consequências severas.
O objetivo militar inicial da resposta liderada pelos Estados Unidos deveria ser a destruição de todas as bases conhecidas de operação mantidas por Bin Laden no Afeganistão.
O objetivo político mais amplo seria derrubar o regime do Taleban. Devemos impedir que o Afeganistão volte a ser uma base para o terror mundial, no futuro.
E dessa vez os norte-americanos e seus aliados precisam ficar até o fim, depois da formação de um novo governo, a fim de ajudar a oferecer produtos e serviços básicos ao povo afegão.
Lições soviéticas
Se esse for o curso adotado, o governo certamente estará seguindo as lições aprendidas com o fracasso soviético no Afeganistão. O objetivo não deveria ser ocupar o país, mas limitar as ações terrestres a forças especiais dirigidas contra Bin Laden e o Taleban, deixando a batalha terrestre aos próprios afegãos. E, ao contrário do que aconteceu na ocupação soviética, quando Paquistão, Arábia Saudita e a CIA forneceram suprimentos cruciais aos resistentes, o Taleban não receberá nenhum apoio externo.
Para garantir que o Taleban continue a ser um pária no mundo muçulmano, como já é, a coalizão precisa tomar imenso cuidado para minimizar as baixas entre os civis. O mundo deveria tomar medidas sem precedentes para oferecer suprimentos humanitários básicos aos afegãos inocentes que se virem apanhados em meio ao legítimo esforço de libertar seu país do domínio do Taleban.
A luta mais longa contra o terrorismo mundial é questão ainda mais complicada. Haverá pontos de vista divergentes ao redor do mundo sobre o que fazer quanto a Estados que antigamente patrocinavam o terrorismo, mas não foram ainda conectados aos ataques nos em Washington e Nova York, tais como Iraque, Irã e Síria.
Manter uma coalizão dependerá das distinções sutis entre grupos terroristas domésticos cujas táticas condenamos e grupos terroristas de alcance internacional, que devemos combater e destruir.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
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