Publicidade
Publicidade
02/10/2001
-
05h34
do "The Independent"
As forças do Taleban estão se preparando para a guerra e transferindo suas armas pesadas para as montanhas. Os planejadores militares em Washington e Londres acreditam que esse seja o momento ideal para apanhá-las em campo aberto, antes que atinjam seus esconderijos.
As forças terrestres do Taleban estão vulneráveis e expostas, especialmente os cerca de 15 mil soldados concentrados na fronteira paquistanesa, perto de Peshawar.
Há outros motivos para que um ataque rápido contra o Taleban esteja sendo proposto. Sofrer um ataque do Ocidente, espera-se, permitiria que o mulá Omar e os demais líderes do Taleban se "arrependessem" de sua recusa em entregar Osama bin Laden.
O tempo necessário para montar a segunda parte da operação de guerra será descrito como um prazo para o Taleban entregá-lo ou enfrentar punição ainda mais severa do que o ataque inicial.
Os primeiros ataques de bombardeio serão acompanhados de uma campanha de propaganda cujo objetivo será desestabilizar o Taleban ainda mais. Panfletos serão lançados sobre o país, e transmissões de rádio do Taleban sofrerão interferência. Áreas que vierem a ser ocupadas pela Aliança do Norte receberão muita assistência e alimentos.
De acordo com o Ministério da Defesa britânico e com o Pentágono, as forças aliadas estão agora "posicionadas" para executar a primeira fase da missão. Forças especiais britânicas e dos EUA já estão no Afeganistão, reunindo informações e localizando alvos. Elas serão os guias para os aviões de ataque e para unidades terrestres de maior porte.
As opções de ataque aéreo são muitas. No momento, há quatro grupos navais de combate, formados em torno de porta-aviões, navegando no golfo Pérsico, no mar da Arábia e no oceano Índico.
Somando-se os aviões baseados em Turquia, Arábia Saudita e Diego Garcia, uma ilha do oceano Índico controlada pelos EUA, o total de aviões de ataque disponíveis é de cerca de 550. Devido a problemas internos e externos do governo saudita, é improvável que as bases no país sejam empregadas no ataque. Incirlik, na Turquia, e Diego Garcia seriam os pontos de partida prováveis para os ataques com caças-bombardeiros F-15 e F-16 e bombardeiros B-52 e B-1.
Mísseis desempenharão um papel importante, e os grupos navais de combate dos EUA dispõem de navios capazes de disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk.
A campanha terrestre é muito mais complicada. Ainda que os americanos tenham exigido, e recebido, autorização do presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, para deslocar tropas para o país, há enorme apreensão quanto a transformar o Paquistão em centro da operação, já que isso pode ameaçar sua estabilidade.
As antigas repúblicas soviéticas do Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão, bem como o Cazaquistão, em menor escala, podem oferecer alternativas viáveis.
O Cazaquistão já ofereceu o uso de suas bases, mas o país não tem fronteira com o Afeganistão. O Uzbequistão foi a escolha do Exército soviético como base na invasão do Afeganistão, em 79, e há antigas bases soviéticas em pontos estratégicos. Chefes dos serviços de segurança das ex-repúblicas e o diretor do serviço de segurança interno russo FSB se reuniram para discutir a crise ontem. Ainda que tenham se declarado favoráveis a ataques contra o Taleban, não sabem o que aconteceria depois. É esse o problema da segunda fase da campanha.
Ainda não está claro se o Afeganistão seguirá como alvo, como quer o secretário de Estado, Colin Powell, ou se haverá uma ação mais ampla, defendida pelo subsecretário da Defesa Paul Wolfowitz.
Se a segunda opção for escolhida, a Operação Liberdade Duradoura pode ser uma guerra confusa, sangrenta e demorada.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
Taleban envia armas a montanha
Publicidade
As forças do Taleban estão se preparando para a guerra e transferindo suas armas pesadas para as montanhas. Os planejadores militares em Washington e Londres acreditam que esse seja o momento ideal para apanhá-las em campo aberto, antes que atinjam seus esconderijos.
As forças terrestres do Taleban estão vulneráveis e expostas, especialmente os cerca de 15 mil soldados concentrados na fronteira paquistanesa, perto de Peshawar.
Há outros motivos para que um ataque rápido contra o Taleban esteja sendo proposto. Sofrer um ataque do Ocidente, espera-se, permitiria que o mulá Omar e os demais líderes do Taleban se "arrependessem" de sua recusa em entregar Osama bin Laden.
O tempo necessário para montar a segunda parte da operação de guerra será descrito como um prazo para o Taleban entregá-lo ou enfrentar punição ainda mais severa do que o ataque inicial.
Os primeiros ataques de bombardeio serão acompanhados de uma campanha de propaganda cujo objetivo será desestabilizar o Taleban ainda mais. Panfletos serão lançados sobre o país, e transmissões de rádio do Taleban sofrerão interferência. Áreas que vierem a ser ocupadas pela Aliança do Norte receberão muita assistência e alimentos.
De acordo com o Ministério da Defesa britânico e com o Pentágono, as forças aliadas estão agora "posicionadas" para executar a primeira fase da missão. Forças especiais britânicas e dos EUA já estão no Afeganistão, reunindo informações e localizando alvos. Elas serão os guias para os aviões de ataque e para unidades terrestres de maior porte.
As opções de ataque aéreo são muitas. No momento, há quatro grupos navais de combate, formados em torno de porta-aviões, navegando no golfo Pérsico, no mar da Arábia e no oceano Índico.
Somando-se os aviões baseados em Turquia, Arábia Saudita e Diego Garcia, uma ilha do oceano Índico controlada pelos EUA, o total de aviões de ataque disponíveis é de cerca de 550. Devido a problemas internos e externos do governo saudita, é improvável que as bases no país sejam empregadas no ataque. Incirlik, na Turquia, e Diego Garcia seriam os pontos de partida prováveis para os ataques com caças-bombardeiros F-15 e F-16 e bombardeiros B-52 e B-1.
Mísseis desempenharão um papel importante, e os grupos navais de combate dos EUA dispõem de navios capazes de disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk.
A campanha terrestre é muito mais complicada. Ainda que os americanos tenham exigido, e recebido, autorização do presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, para deslocar tropas para o país, há enorme apreensão quanto a transformar o Paquistão em centro da operação, já que isso pode ameaçar sua estabilidade.
As antigas repúblicas soviéticas do Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão, bem como o Cazaquistão, em menor escala, podem oferecer alternativas viáveis.
O Cazaquistão já ofereceu o uso de suas bases, mas o país não tem fronteira com o Afeganistão. O Uzbequistão foi a escolha do Exército soviético como base na invasão do Afeganistão, em 79, e há antigas bases soviéticas em pontos estratégicos. Chefes dos serviços de segurança das ex-repúblicas e o diretor do serviço de segurança interno russo FSB se reuniram para discutir a crise ontem. Ainda que tenham se declarado favoráveis a ataques contra o Taleban, não sabem o que aconteceria depois. É esse o problema da segunda fase da campanha.
Ainda não está claro se o Afeganistão seguirá como alvo, como quer o secretário de Estado, Colin Powell, ou se haverá uma ação mais ampla, defendida pelo subsecretário da Defesa Paul Wolfowitz.
Se a segunda opção for escolhida, a Operação Liberdade Duradoura pode ser uma guerra confusa, sangrenta e demorada.
Leia mais no especial sobre atentados nos EUA
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Alvo de piadas, Barron Trump se adapta à vida de filho do presidente
- Facções terroristas recrutam jovens em campos de refugiados
- Trabalhadores impulsionam oposição do setor de tecnologia a Donald Trump
- Atentado contra Suprema Corte do Afeganistão mata 19 e fere 41
- Regime sírio enforcou até 13 mil oponentes em prisão, diz ONG
+ Comentadas
- Parlamento de Israel regulariza assentamentos ilegais na Cisjordânia
- Após difamação por foto com Merkel, refugiado sírio processa Facebook
+ EnviadasÍndice





