Reader's Digest pede concordata nos Estados Unidos
A empresa Reader's Digest Association, uma das maiores editoras de livros e revistas do mundo, anunciou nesta segunda-feira que pediu proteção ao capítulo 11 da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata, ou à recuperação judicial no Brasil-- para conduzir uma reestruturação de suas atividades nos Estados Unidos. A empresa havia informado que recorreria a esse processo no último dia 17.
A companhia explicou em comunicado que chegou a um princípio de acordo com 80% de seus credores para reduzir sua dívida e fortalecer sua situação financeira. Pelo acordo, a empresa fará a troca de uma parte substancial do US$ 1,6 bilhão que tem de dívida garantida, por uma participação em seu capital.
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Após ter conseguido $150 milhões em novos empréstimos para melhorar sua liquidez, a firma prevê sair desse processo com uma dívida de $550 milhões, o que representaria uma redução de 75% em relação aos $2,2 bilhões atuais. No comunicado, a empresa informou que a concordata afeta apenas os negócios da empresa nos Estados Unidos, e não às que realiza em outros mercados internacionais, incluindo os da América Latina e Europa.
"Nossas operações comerciais estão sólidas, com uma queda prevista de receita no ano fiscal de 2009 de menos de 10% apesar da recessão", explicou a presidente e conselheira delegada do grupo, Mary Berner, em comunicado. "Queremos ressurgir com um balanço contábil reestruturado e uma organização financeira mais forte que nos permita prosseguir com nosso crescimento e as iniciativas de transformação."
Em março de 2007, a Reader's Digest passou a ser propriedade de um grupo de investidores liderado por Ripplewood Holdings, em uma operação que se avaliou então em US$ 2,4 bilhões.
A empresa comercializa livros, revistas, música, vídeos e produtos educativos em 78 países e chega cerca de 130 milhões de consumidores, segundo dados da empresa.
No comunicado a empresa ainda informou que apresentou propostas para que o pedido de proteção judicial "não afete de forma negativa a rotina de seus empregados, clientes ou fornecedores" e diz que tanto vendedores como fornecedores "continuarão a ser pagos com normalidade".
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