China diz que cem manifestantes tibetanos se entregaram à polícia
Uma autoridade do Tibete afirmou que cem pessoas se entregaram à polícia por terem participado das violentas manifestações ocorridas em Lhasa na semana passada, segundo a televisão estatal chinesa.
Baima Chilin, vice-chefe do governo do Tibete, disse que as pessoas que se entregaram às autoridades haviam sido "participantes, e alguns estiveram diretamente envolvidos em agressões, vandalismos, saques e incêndios" na sexta-feira, de acordo com a TV chinesa.
| Arte Folha Online |
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"Alguns entregaram o dinheiro que haviam roubado", acrescentou Baima.
A autoridade disse ainda que mandados de busca foram emitidos para outros suspeitos, mas não ficou claro quantas pessoas estariam sendo procuradas ou por quais acusações.
Esta foi a primeira declaração oficial sobre tibetanos que teriam se entregado após a imposição de um prazo --até a meia-noite de segunda (13h em Brasília)-- para os manifestantes se entregarem em troca de indulgência, ou enfrentariam uma punição mais dura se presos.
A declaração, que também foi transmitida pelo site da TV chinesa (news.cctv.com), não especificava se as cem pessoas que se entregaram o fizeram antes ou depois do prazo de segunda-feira.
O premiê chinês Wen Jiabao disse nesta terça-feira que o líder espiritual dalai-lama, exilado desde 1959, organizou os protestos, os mais violentos no Tibete desde 1989. Dalai-lama afirmou que a acusação é totalmente sem fundamentos.
Baima Chilin declarou que as autoridades tinham evidências de ligação entre os simpatizantes de dalai-lama no exterior com os manifestantes no Tibete.
"O grupo do dalai usou todos os meios para fazer contatos na região, e usa todos os tipos de canais para emitir ordens na região", afirmou.
Dalai-lama
O dalai-lama declarou nesta terça que ele renunciará ao cargo de líder tibetano no exílio se a medida ajudar a conter a violência em seu país.
| Arko Datta/Reuters |
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| O dalai-lama, líder espiritual tibetano, ameaçou hoje renunciar |
"Se as coisas ficarem fora de controle, então minha única opção é renunciar", disse o dalai-lama, o líder espiritual exilado do Tibete, em uma entrevista coletiva na cidade de Dharamsala (norte da Índia), onde fica a sede do governo tibetano exilado.
O dalai-lama, exilado na Índia desde 1959, negou as acusações chinesas que ele estava planejando os protestos e disse que ele é contra a violência. "Mesmo que mil tibetanos sacrifiquem suas vidas, não ajuda muito", disse aos repórteres. "Por favor, ajudem a parar a violência do lado chinês e também do lado tibetano."
O governo no exílio, baseado próximo ao Himalaia na Índia, disse acreditar que 99 pessoas morreram nos confrontos entre as autoridades chinesas e os tibetanos na semana passada, incluindo 19 apenas nesta terça.
Com Reuters e France Presse
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