Papa afirma que violência não resolve os problemas do Tibete
O papa Bento 16 afirmou nesta quarta-feira (19), em sua audiência geral no Vaticano, que "a violência não resolve os problemas" no Tibete, mas os "agrava".
"Acompanho com grande ansiedade as informações que nos chegam nos últimos dias do Tibete. Meu coração de padre sente tristeza e dor diante do sofrimento de tantas pessoas", disse o papa a milhares de fiéis reunidos na praça São Pedro.
"Não se resolvem os problemas com violência, apenas se agravam", disse o pontífice, ao pedir "a Deus para que dê a cada um a fortaleza de escolher o caminho do diálogo e da tolerância".
Este foi o primeiro pronunciamento do papa desde o início dos distúrbios no Tibete, em 10 de março. Os protestos em Lhasa (capital do Tibete), considerados os piores em quase 20 anos, começaram com as manifestações pacíficas que os monges budistas promoveram no último dia 10 de março por ocasião do 49ª aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o domínio chinês.
Eles se intensificaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois da passeata de 10 de março. Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força com a adesão dos tibetanos.
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