Barack Obama discursa pelos direitos humanos no Tibete
O pré-candidato democrata para as eleições presidenciais, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos deveriam se pronunciar a favor dos direitos humanos no Tibete, em meio à repressão chinesa dos protestantes.
Durante um discurso sobre política externa, o senador democrata por Illinois disse que os norte-americanos não devem deixar de trabalhar ao lado de países como Rússia e China, mas eles também deveriam batalhar pela paz e pelos direitos humanos.
A administração de George W. Bush apóia os esforços da China para conter os protestos no Tibete, mas mostra preocupação com a extensão da violência.
Protestos
Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois da passeata de segunda-feira. Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força nos últimos dias, com a adesão dos tibetanos. Autoridades chinesas admitiram a morte de 13 pessoas durante os conflitos, mas os exilados tibetanos dizem que cerca de cem pessoas podem ter morrido.
Ao menos 105 tibetanos que participaram dos protestos em Lhasa contra a repressão chinesa se entregaram à polícia até a noite de terça-feira, informou nesta quarta-feira (19) a agência oficial Xinhua. O governo tibetano no exílio negou a informação e disse que as pessoas foram detidas "arbitrariamente de casa em casa".
O anúncio das rendições foi feito pelo governo da região autônoma do Tibete, mais de um dia após o fim do prazo que havia sido dado pela China --que expirou à 0h de segunda (13h de Brasília)--, que prometeu "clemência" aos que se entregassem e fez ameaças de duros castigos aos que não procurassem as autoridades.
Segundo o vice-presidente do governo tibetano, Baema Chilain, aqueles que se entregaram participaram diretamente dos confrontos, dos saques e dos incêndios registrados desde sexta-feira. "Alguns devolveram o dinheiro que roubaram", acrescentou.
Os protestos são considerados os piores em quase 20 anos, mas o governo chinês assegura que Lhasa recupera a normalidade. Grupos de direitos humanos tibetanos no exílio dizem que a situação segue muito tensa, com a polícia patrulhando as ruas da cidade.
Com Reuters
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