Human Rights Watch exige acesso de observadores ao Tibete
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) exigiu hoje que o governo da China permita o acesso imediato de observadores independentes aos manifestantes detidos no Tibete por protestarem esta semana em Lhasa.
A HRW disse em comunicado que os detidos correm o risco de serem torturados pelas autoridades chinesas. A organização humanitária afirmou ter provas de casos de tortura e maus tratos contra os presos no Tibete, especialmente os acusados de promoverem "atividades separatistas".
"Levando em conta a larga e bem documentada história de tortura aos ativistas políticos por parte das forças de seguranças chinesas, existe um temor fundamentado pela segurança dos detidos recentemente", disse Brad Adams, diretor para Ásia da HRW.
"Apenas dando acesso aos monitores independentes a China pode dar certa confiança ao mundo de que os presos não estão sendo submetidos a tortura ou a maus tratos".
Clemência
As autoridades chinesas anunciaram que os participantes dos protestos deveriam se entregar. Se assim fizessem, a polícia seria "clemente" com os manifestantes. Alegaram ainda que a detenção dos manifestantes era necessária para manter a ordem pública.
A agência oficial chinesa Xinhua informou esta noite que ao menos 105 tibetanos se entregaram a policia chinesa por sua participação nas revoltas em Lhasa.
O governo regional tibetano anunciou as rendições, que aconteceram após a segunda-feira, quando venceu o ultimato dado pela China para os protestantes se entregarem.
Pequim afirma que 13 civis inocentes perderam a vida nos distúrbios, enquanto fontes independentes do governo tibetano no exílio afirmam que uma centena de tibetanos já morreram, muitos deles a mando das forças policiais chinesas.
Efe
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