Grécia é o 18º membro da UE a aprovar o Tratado de Lisboa
O Parlamento grego ratificou na noite desta quarta-feira o Tratado de Lisboa, aprovando o texto por 250 votos contra 42, graças ao apoio dos conservadores da Nova Democracia e dos socialistas do PASOK.
Os comunistas do KKE, do partido de esquerda Syriza e dos nacionalistas do LAOS votaram contra, exigindo a realização de um referendo.
Para que o Tratado entre em vigor, em 1º de janeiro, os 27 países da União Européia (UE) devem ratificá-lo, mas até o momento apenas 18 Estados o fizeram.
A Finlândia e o Reino Unido também aprovaram o Tratado nesta quarta-feira.
Finlândia e Reino Unido
O Parlamento finlandês ratificou o Tratado de Lisboa por 151 votos a favor e 27 votos contra e se transformou no 16º país a dar sinal verde à nova Constituição do bloco. A presidente do país, Tarja Halonen, ainda precisa assinar a ratificação.
A Câmara dos Lordes britânica também aprovou a ratificação do Tratado ao rejeitar uma emenda do Partido Conservador que pedia a realização de um plebiscito.
Ao apresentar a emenda, os conservadores alegaram que o governo trabalhista estava descumprindo uma promessa do manifesto eleitoral de seu partido para as eleições de 2005, na qual se comprometia a submeter à consulta popular a Constituição da União Européia (UE).
No entanto, o Executivo afirma que o Tratado de Lisboa não é a Constituição, apesar de a substituir.
Um total de 280 trabalhistas e liberal-democratas votaram contra a proposta, que foi apoiada por 218 conservadores.
Irlanda
A Irlanda é o único país da UE obrigado, por Constituição, a organizar um referendo sobre o Tratado, com os demais países tendo optado por um trâmite parlamentar. O referendo irlandês ocorre nesta quinta-feira.
Segundo as últimas pesquisas, 35% dos irlandeses devem votar contra o Tratado, e 30% a favor, enquanto 28% ainda estão indecisos e 7% não devem votar.
O Tratado de Lisboa adotado pelos líderes da União Européia na reunião de cúpula realizada no dia 13 de dezembro do ano passado na capital portuguesa substitui a fracassada Constituição Européia e põe fim a mais de dois anos de crise no bloco, mas não satisfaz aos que questionam o futuro da UE em pontos como sua ampliação e integração.
O Tratado estabelece personalidade jurídica para a União Européia, para que ela possa assinar acordos internacionais em nível comunitário. Além disso, ele determina a nomeação de um Alto Representante para a Política Exterior e de Segurança Comum do bloco e estabelece a aplicação formal da dupla maioria a partir de 2014. Atualmente, as decisões são tomadas por consenso.
O objetivo da UE é que o Tratado seja ratificado por seus 27 membros durante este ano para que entre em vigor em 1º de janeiro de 2009.
Com France Presse e Efe
Livraria da Folha
- Box de DVD reúne dupla de clássicos de Andrei Tarkóvski
- Como atingir alta performance por meio da autorresponsabilidade
- 'Fluxos em Cadeia' analisa funcionamento e cotidiano do sistema penitenciário
- Livro analisa comunicações políticas entre Portugal, Brasil e Angola
- Livro traz mais de cem receitas de saladas que promovem saciedade
Um mundo de muros
Em uma série de reportagens, a Folha vai a quatro continentes mostrar o que está por trás das barreiras que bloqueiam aqueles que consideram indesejáveis

