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Tumulto e protestos marcam reabertura da Câmara de Dourados (MS)
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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE CAMPO GRANDE
Tumulto e protestos marcaram a tentativa de abertura da sessão na Câmara Municipal em Dourados (MS), a primeira desde as prisões do prefeito Ari Artuzi, do vice-prefeito e nove vereadores na Operação Uragano, da Polícia Federal. Um manifestante atirou o sapato no vereador Aurélio Bonatto (PDT), um dos que havia sido detido na ação policial. A sessão teve que ser cancelada e foi remarcada para dia 13.
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A Operação Uragano prendeu 28 pessoas no dia 1º de setembro, entre elas, o prefeito da cidade, Ari Artuzi (PDT), a primeira-dama, Maria Artuzi, o vice-prefeito Carlos Roberto Assis Bernandes (PR), quatro secretários, nove vereadores, proprietários e funcionários de construtoras. Segundo a Polícia Federal, o grupo é suspeito de superfaturamento de licitações e de cobrança de 10% propina para entregar serviços a determinas empresas. Dos envolvidos, dez continuam detidos, entre eles, quatro vereadores.
Hoje de manhã (9), a galeria da Câmara estava lotada. Antes da abertura oficial da sessão, foram chamados os vereadores Délia Razuk (PMDB), Gino Ferreira (DEM), Dirceu Longhi, Aurélio Bonatto (PDT) e o suplente Cido Medeiros (DEM), que seria empossado.
As manifestações começaram assim que os vereadores entravam no plenário. Eles foram xingados e várias pessoas jogaram moedas nos parlamentares. No momento que Bonatto foi até a mesa da Presidência, um homem atirou um sapato e correu em direção ao vereador, sendo contido por policiais. Délia Razuk cancelou a sessão antes mesmo que os trabalhos fossem abertos oficialmente.
Em entrevista à rádio 'Grande FM', de Dourados, o manifestante, identificado como Adailton Castro Souza, 35, disse que iria apenas assistir à sessão e que 'perdeu a cabeça'. Souza contou que ficou indignado ao ver os vereadores suspeitos na abertura da sessão, referindo-se a Bonato e Julio Artuzi.
O homem, que trabalha como auxiliar administrativo, disse ainda que tem enfrentado dificuldade em agendar um exame para a filha, que tem nódulo na garganta. Segundo a PF, uma das fontes do dinheiro ilícito do grupo era obtido por meio de servidos da saúde.
Souza foi detido e permanecia em um carro da Polícia Militar. Os vereadores estão na Câmara, que continua cercada por manifestantes.
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