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30/06/2008

Caminhoneiros ameaçam fechar vias hoje contra restrição

 

Sindicato diz que ato, programado para as 11h, vai usar 200 caminhões para congestionar principais corredores de SP

Nova lei veta circulação de caminhões numa área de 100 km2 das 5h às 21h; CET espera melhorar fluidez dos carros em até 17%

A gestão Gilberto Kassab (DEM) implanta hoje uma restrição mais severa aos caminhões que circulam de dia em São Paulo -que promete ser a principal aposta do prefeito contra a deterioração do trânsito às vésperas das eleições.

A medida proíbe a circulação de boa parte dos veículos pesados na maior parte do centro expandido das 5h às 21h e deve começar com turbulências.

Além de muitos comerciantes e transportadores não terem ainda programado alterações em suas entregas devido à expectativa de um recuo de última hora de Kassab, está previsto para hoje um protesto.

O Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias de São Paulo diz que fará uma manifestação a partir das 11h, ameaçando usar 200 caminhões para congestionar algumas grandes vias.

A entidade afirma que os veículos circularão de forma lenta, em comboio, para prejudicar a fluidez. Segundo o sindicato, um grupo sairá com seus veículos da zona sul. Outro, da zona norte. Os caminhões devem entrar na área sujeita à multa. "É ditadura se nos multarem. Faremos um protesto por dia se precisar", diz Almir Macedo, presidente da entidade.

O sindicato diz que a restrição aos caminhões deverá provocar desemprego e desabastecimento na capital paulista.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) prevê a retirada de circulação de 85 mil dos 210 mil caminhões no centro expandido logo nos primeiros dias -e 100 mil a partir de agosto-, com melhoria da fluidez dos carros entre 14% e 17%.

Uma parcela da redução dos congestionamentos nos próximos dias, no entanto, deverá estar ligada aos próprios veículos de passeio, por conta das férias escolares do meio do ano.

A nova lei prevê que os caminhões não possam circular numa área de 100 km2 das 5h às 21h. Há algumas exceções, estimadas em até 10%, como coleta de lixo, transporte de valores e serviço de mudanças.

Até a semana passada os caminhões de médio e de grande porte já enfrentavam limitações entre as 10h e as 20h numa área próxima de 25 km2.
Mas, além da ampliação do espaço com restrição, incorporando bairros como Moema e Perdizes, os VUC (Veículo urbano de Carga, com até 6,30 de comprimento), também serão atingidos a partir de hoje.

Até 31 de julho, eles serão submetidos a um revezamento (placa par só nos dias pares e placa ímpar nos dias ímpares) -além das regras do rodízio municipal de veículos.

Entre agosto e novembro, a proibição de circulação diurna será para todos os VUC nas horas de pico, mas, das 10h às 16h, eles podem seguir se revezando conforme placa par e ímpar.

A partir de novembro, a proibição será total, igualando a condição dos caminhões pequenos à dos grandes e médios. O valor das multas em um dia pode chegar a R$ 1.362,08 no caso dos VUC.

A CET, porém, não aumentará a quantidade de agentes nas ruas para fiscalizar as medidas -além dos cerca de 300 marronzinhos que já atuam na área restrita, 200 agentes da zona azul multarão caminhões.

O setor de transporte de carga cogita uma guerra na Justiça com a prefeitura contra as novas restrições aos caminhões.

Manoel de Souza Lima Jr., vice-presidente do Setcesp (sindicato das transportadoras), afirma que ainda prefere a negociação "amigável", mas diz: "Temos tudo preparado para uma ação judicial."

Reunidos há dez dias em um evento da entidade, cerca de 500 empresários do setor debateram diversas alternativas.

Uma das propostas mais bem recebidas foi a de cada empresário ou sindicato, a partir dos prejuízos que tiver, solicitar à Justiça, por meio de uma série de mandados de segurança, a liberação das restrições.

Alencar Izidoro
Ricardo Sangiovanni
Folha de S.Paulo


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