|
08/10/2009
-
00h01
Conheça as escritoras que venceram preconceito e conquistaram o Nobel
SÉRGIO RIPARDO Na manhã desta quinta-feira (8), por volta das 7h, haverá o anúncio do prêmio literário mais famoso do mundo. Como nos anos anteriores, a mídia divulgou os nomes dos eternos cotados, além dos especulados em bolsas de apostas, e ninguém se atreveu a cravar um único favorito. Mas há uma certeza: o anúncio de hoje não mudará a pequena participação das mulheres na lista dos laureados em mais de um século de história. O Nobel de Literatura já foi concedido 101 vezes para 105 laureados, entre 1901 e 2008. Em mais de um século, só 11 mulheres tiveram seu trabalho reconhecido pela Academia Sueca, ou seja, apenas 10% do total. Entre elas, está a poeta chilena Gabriela Mistral (1889-1957), que ganhou em 1945. Ela é a única mulher de um país da América do Sul a ser lembrada. Das 11 premiadas na história do Nobel, cinco estão vivas: a britânica Doris Lessing (1919, a mais velha), a austríaca Elfriede Jelinek (1946, a mais nova), a polonesa Wislawa Szymborska (1923), a americana Toni Morrison (1931) e a sul-africana Nadine Gordimer (1923).
2007 Doris Lessing (Reino Unido, mas ela nasceu no Irã e cresceu no Zimbábue) *
2004 Elfriede Jelinek (Áustria) *
1996 Wislawa Szymborska (Polônia)
* 1993 Toni Morrison (Estados Unidos) *
1991 Nadine Gordimer (África do Sul) *
1966 Nelly Sachs (Alemanha), mas dividiu o prêmio com Samuel José Agnon (Israel) *
1945 Gabriela Mistral (Chile) *
1938 Pearl Buck (Estados Unidos) *
1928 Sigrid Undset (nasceu na Dinamarca, mas viveu na Noruega) *
1926 Grazia Deledda (Itália) *
1909 Selma Lagerlöf (Suécia) * No Brasil, a primeira mulher a conquistar uma vaga na Academia Brasileira de Letras foi Rachel de Queiroz (1910-2003), autora do clássico "O Quinze". Ela foi eleita em 1977 por 23 votos a 15, e um em branco, em uma disputa em que concorria o jurista Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda. |
|