São Paulo, sexta-feira, 03 de abril de 2009

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Vaivém das commodities

MAURO ZAFALON - mauro.zafalon@grupofolha.com.br

MAIS IMPORTAÇÕES
As importações brasileiras de leite e derivados continuam aquecidas. Em março deste ano, superaram em 67% as de igual período de 2008. Os dados da Secex mostram que as compras externas subiram para a média diária de US$ 1,25 milhão, quando considerados os dias úteis do mês passado.

MENOS IMPORTAÇÕES
Já os gastos com as importações de adubos e fertilizantes recuaram para US$ 2,47 milhões por dia útil no mês passado. Houve queda de 32% no mês e de 82% em relação a março de 2008. Além de volume menor de entrada de produtos, os preços estão abaixo dos praticados no ano passado, o que ajuda a derrubar os gastos.

MERCADO AQUECIDO
A oferta restrita de animais para abate elevou o preço do boi nas principais praças de comercialização de São Paulo. Ontem, a arroba do animal chegou a ser negociada a R$ 81. Na média, o valor ficou em R$ 78,30 -alta de 1,3%.

ACIMA DE 2008
O volume de carne suína "in natura" exportada nos três primeiros meses do ano já supera o do ano passado -alta de 2%. O mesmo não ocorre com as carnes bovina e de frango, que acumulam quedas de 34% e de 22%, respectivamente, no acumulado de janeiro a março.

SEM APOIO
Os preços do álcool despencam nesta entressafra na porta das usinas e, mesmo assim, o setor não consegue repetir as exportações do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, as receitas foram 42% inferiores às de igual período de 2008. Em março, foram exportados 157 milhões de litros, 44% menos do que em 2008.

DEVAGAR
Após a inesperada chegada de 19 mil cabeças de gado no mercado de Liniers, de Buenos Aires -motivada pelo fim da mais recente paralisação dos produtores agropecuários do país vizinho-, o ritmo volta a se mostrar lento e abaixo do normal. As negociações estão abaixo de 10 mil cabeças por dia, volume 13% abaixo do normal, o que mostra as dificuldades por que passa esse setor.

MIÚDOS
As exportações de miúdos diminuíram, mas o Brasil obtém receitas maiores com as vendas externas. Segundo o Imea (Instituto-matogrossense de Economia Agropecuária), o pais vendia o quilo a US$ 1,13 em fevereiro de 2006. No mesmo mês deste ano, esses produtos atingiram US$ 1,91.

DIA DE ALTAS
Os preços das commodities agrícolas voltaram a subir ontem nos mercados de Nova York e de Chicago. Trigo liderou, com alta de 4,8%.


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