São Paulo, sábado, 09 de dezembro de 2006

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Estoque de milho caiu 936 mil toneladas

Vendas da Conab iniciadas no final de outubro reduziram estoque do governo

Com as operações da companhia, a quantidade de milho acumulada pelo governo deve estar em cerca de 3 milhões de toneladas


DA REUTERS

Os estoques de milho do governo sofreram uma redução de 936 mil toneladas desde que a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) entrou vendendo no mercado ou promovendo operações para escoar o produto, no final de outubro. A informação é da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
Segundo o coordenador geral da secretaria, Silvio Farnese, o governo efetivou vendas diretas de 616 mil toneladas e já realizou operações para escoar 320 mil toneladas por meio dos leilões de VEP, prêmio disputado pela indústria para subsidiar o escoamento do produto para o Nordeste e o Norte.
As operações, acordadas entre a cadeia produtiva, começaram depois que os compradores reclamaram que os preços do mercado físico registravam altas crescentes com a entressafra.
Na quinta-feira, a Conab vendeu cerca de 120 mil toneladas. Desde que as operações da companhia iniciaram, as cotações se estabilizaram.
Em algumas operações, o governo registrou ágio de até R$ 2 por saca de 60 quilos, para um preço inicial um pouco abaixo do de mercado (calculado com base no preço mínimo acrescido de um custo de estocagem).
Com as operações da Conab, os estoques atuais do governo devem estar em cerca de 3 milhões de toneladas. Mais uma rodada de vendas está programada para a semana que vem, a última prevista para este ano, segundo a secretaria.
Em janeiro, o governo pretende vender entre 300 e 400 mil toneladas de seus estoques e depois interromper as operações, uma vez que o produto a ser colhido na safra de verão já começará a chegar ao mercado e os leilões colaborariam para a queda dos preços.
Segundo o analista de mercado do Instituto FNP Fábio Turquino Barros, os preços do milho estão sustentados, apesar das ofertas da Conab, porque o mercado externo tem ajudado, tendência essa que deve continuar durante o ano que vem.
Para Farnese, o Brasil terá de exportar um volume razoável no ano que vem, para que os preços fiquem sustentados, considerando os estoques e a safra 2006/07, estimada em 43,5 milhões de toneladas. Neste ano, as exportações devem fechar entre 3,5 e 4 milhões de toneladas.


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