São Paulo, quinta-feira, 01 de janeiro de 2009

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Leila Lopes estrela segundo filme pornô e programa na TV paga

DA REPORTAGEM LOCAL

Ela abalou o mundo do cinema erótico -e também o das novelas globais- quando aceitou fazer um filme de sexo explícito pela Brasileirinhas. Um filme que virou três, porque tinha diálogo demais, coisa rara nesse gênero. E Leila Lopes, 39, a eterna professorinha Lu da novela "Renascer" (1993), sabe que abalou. "Pecados e Tentações", o primeiro, lançado há seis meses, vendeu mais de 20 mil cópias. A segunda parte, "O Pecado sem Perdão", sai agora no início do ano. Além disso, estreia no dia 7 o programa "Calcinha Justa" no canal Sexy Privê Brasileirinhas, na TVA. Confira na entrevista abaixo.

 

FOLHA - Você foi um divisor de águas do mercado pornô? LEILA LOPES - Mexi com esse mercado. Fui bem atrevida e uma das ideias era essa, mexer com a cabeça das pessoas. Perdemos muito dos EUA e da Europa, onde as pessoas têm a cabeça mais aberta e outra visão do sexo. Lá, os atores são tratados com respeito. Aqui existe uma hipocrisia imensa, e queria mexer com essa hipocrisia.

FOLHA - Seu filme foi o primeiro a ter um roteirista. Esse que sai neste mês é uma continuação?
LEILA -
Minha condição de aceitar é que fosse feito um filme mesmo, com história, diálogos etc. Mas, por causa disso, ficou tão grande que teve de ser dividido em três partes. Esse que sai agora é a segunda parte.

FOLHA - Então fez um filme só?
LEILA -
Nesse mercado, você assina contratos por cenas de sexo. No meu caso, fiz seis cenas. A produtora escolhe como utilizar. Escolheram colocar duas cenas minhas em cada filme.

FOLHA - Você só atuou ou se envolveu na produção?
LEILA -
Palpitei em tudo. Contratamos um elenco de verdade para atuar como minha família no filme. E havia o elenco da Brasileirinha. Esses tiveram que aprender a atuar e ficaram nervosos! Eu dizia: "Contenha-se, não fala nada agora, não urra, não diz palavrão" [risos].

FOLHA - Como a família viu isso?
LEILA -
Tive três casamentos, mas não tenho mãe, pai, marido nem filho. Meus irmãos e sobrinhos têm na cabeça que sou a mesma Leila, com o mesmo caráter. E não seria esse filme que tiraria isso de mim.

FOLHA - Sentiu preconceito de colegas da TV?
LEILA -
Zero de preconceito. Quando encontro, me abraçam, me mandam mensagens, tudo normal. Minhas amizades continuam iguais, Bruno Gagliasso, Deborah Secco, Solange Frazão, ninguém toca no assunto, ninguém deixa de me convidar para aniversário. Nem mesmo a revista "Caras" deixou de falar comigo [risos].


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