São Paulo, segunda-feira, 4 de agosto de 1997
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Papeete é a São Paulo da Polinésia

VAGUINALDO MARINHEIRO
DO ENVIADO ESPECIAL

O título acima pode parecer estranho. Mas, se você for comparar o sossego das ilhas vizinhas com a capital do Taiti -Papeete (pronuncia-se papêtê, com sílaba tônica no primeiro "e")-, vai começar a pensar que essa cidade talvez devesse até implantar um rodízio de carros, como acontece em São Paulo desde junho.
Há congestionamentos para todos os lados já nas primeiras horas da manhã. É possível ver filas nas estradas que dão acesso ao porto e ao aeroporto internacional desde as quatro da madrugada.
Isso deve ser levado em conta quando você for planejar o horário de saída dos hotéis para ir pegar barcos ou aviões. Reserve sempre minutos extras.
Veto ao pareô
Com cerca de 50 mil habitantes, a parte central da ilha parece sempre cheia de gente e de barulho.
Há outra desvantagem: pareôs e roupas de banho, vestimentas clássicas nas ilhas, não são bem-vistos na "cosmopolita capital". Short tudo bem.
Com ares de cidade grande, Papeete oferece muita vida noturna, concentrada no bulevar Pomaré (beira-mar). Há desde boates com músicas típicas (as lentas lembram aquelas cantadas por havaianos nos filmes de Elvis Presley) até discotecas com tecno.
Mas você fica com a impressão de que viajou muito (cerca de 17 horas) para chegar no máximo a um lugar que parece a mistura de Nice, na Riviera Francesa, com Santos (litoral de São Paulo).
Mesmo que os habitantes dessas duas cidades chiem, essa mistura está muito distante da visão que qualquer turista tem do paraíso.
Diante de tudo isso, o recomendável é que Papeete seja encarada só como porta de entrada e saída da Polinésia, uma vez que é lá que pousam os aviões internacionais e aqueles que levam às ilhas mais interessantes da região.
(VM)

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