São Paulo, sexta-feira, 17 de maio de 2002

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PAINEL

Carimbo governista
Nizan Guanaes utilizará os próximos comerciais de TV do PSDB para colar em José Serra a imagem de "candidato de FHC". O marqueteiro está de olho nos 34% de eleitores que, segundo pesquisa do Datafolha, dizem defender um candidato que apóie o presidente.

Igual mas diferente
Os comerciais de rádio e TV do PSDB irão ao ar nos dias 21, 28 e 30 de maio e 1 e 4 de junho. Nizan tentará vender a imagem de que Serra -além de manter as conquistas de FHC, como a estabilidade monetária e a inflação baixa- fará o Brasil crescer.

Dengue e Ricardo Sérgio
Nos comerciais do PSDB, será exibido o jingle da campanha presidencial tucana, que apresentará Serra como um "homem que promete o que faz e que só traz boas notícias".

Varinha mágica
Nizan tem sido tratado pela cúpula do PSDB com uma espécie de "salvador da pátria" da campanha. Pergunta frequente no baixo clero tucano: "E se nem com o marqueteiro Serra crescer nas pesquisas?".

Ajuda de sempre
Os estrategistas de campanha de José Serra (PSDB) traçam um plano de ataque a Ciro Gomes (PPS). O principal objetivo é impedir que o candidato do PPS ocupe os programas eleitorais do PTB e do PDT, que podem lhe dar mais de uma hora na TV em junho. Para isso, o PSDB recorrerá novamente ao TSE.

Contra o relógio
O PSDB teme que, com a aparição nos programas de TV de PTB e PDT, em junho, Ciro cresça nas pesquisas e ultrapasse Serra. Se isso vier ocorrer, o candidato do PPS deverá atrair parte do eleitorado conservador.

Alegrias e tristezas
Gilmar Mendes, após ter tido sua indicação ao Supremo Tribunal Federal aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, foi ao estádio torcer pelo Brasiliense na final da Copa do Brasil contra o Corinthians.

Memórias do esquecimento
Roseana Sarney está escrevendo um livro sobre o nascimento e a morte de sua campanha presidencial. Mas a ex-governadora diz que só pretende publicá-lo após sua eleição para o Senado.

Na mira
O Ministério Público de São Luís (MA) enviou a Aécio Neves (PSDB) pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado federal Remi Trinta (PL-MA). É acusado de assédio e racismo contra uma empregada.

Antecedente
Trinta -que já foi acusado de racismo em 99, por outro episódio num avião, mas acabou absolvido na Câmara- teria ofendido a empregada na frente de um policial civil, que depôs como testemunha no inquérito.

Na ofensiva
O deputado diz ser vítima de "perseguição política" e ameaçou pedir o afastamento da promotora que cuida do caso. Trinta afirmou que a empregada fora denunciada por furto de jóias -o que, segundo o Ministério Público, não ficou provado.

Carona amiga
José Genoino (PT) inicia hoje, ao lado de Lula, uma caravana pelo interior de SP. Preocupado com o marasmo de sua campanha ao governo, quer atrelar sua imagem à do presidenciável.

Pasta 007
Um fotógrafo flagrou o presidente interino, Marco Aurélio, abrindo o segredo do fecho de sua pasta. Seguranças do Planalto obrigaram o fotógrafo a apagar a foto de sua câmera digital.

Visita à Folha
Juarez Quadros, ministro das Comunicações, visitou ontem a Folha, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Márcio Pacelli, assessor de comunicação.

TIROTEIO

De Jutahy Júnior (PSDB), sobre a proposta do PT de elevar o salário mínimo para R$ 250:
- É uma demonstração da diferença entre o discurso e a prática do PT. O partido fez um acordo no ano passado para o mínimo de R$ 200, mas não aguentou ver a primeira câmera de TV e já deu seu sopro de demagogia.

CONTRAPONTO

Exército inverso

Na noite da última quarta-feira, no restaurante do Senado, Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia de filiação do senador Roberto Saturnino (RJ) ao PT. Ele deixou o PSB após fazer críticas à candidatura do ex-governador Anthony Garotinho à Presidência.
Aos 70 anos de idade, Saturnino é um dos parlamentares mais experientes do Congresso, onde entrou em 1963, como deputado federal pelo Rio.
Na cerimônia, Lula elogiou a vivência do novo filiado:
- Saturnino já entra no partido como general, e não como soldado.
O próprio presidenciável do PT, na sequência, acrescentou:
- Se bem que, aqui no PT, os generais têm de dar respostas aos soldados.
Um parlamentar aproveitou para murmurar, brincando:
- Às vezes a tropa é que passa a revista no comandante...



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