São Paulo, quinta-feira, 19 de outubro de 2006

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Outro lado

Lembo diz que Estado se baseou em lei federal

DA REPORTAGEM LOCAL

Ao ser questionado ontem em entrevista no Palácio dos Bandeirantes sobre a ação do Ministério Público do Trabalho contra a contratação de policiais militares temporários, o governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), disse que o Estado se baseou em lei federal.
"Foi a lei federal que criou o soldado temporário no Exército, na Marinha e na Aeronáutica. Nós, em São Paulo, adotamos a lei. E é bom porque soldado temporário tem educação cívica e é um trabalho. Agora, tem esse problema trabalhista que vai afetar todas as esferas [estadual e federal]. Esse tema é grave financeiramente, mas tem de ser analisado", disse.
O governador disse que o "Ministério Público tocou em um tema difícil, pois, eventualmente, a administração federal não foi feliz ao elaborar a idéia do soldado temporário. A idéia em si é muito boa, mas a estrutura legal tem de ser analisada".
Questionado sobre a possibilidade de que esse possa ser um meio para que facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), se infiltrem na PM, Lembo negou.
Para ele, não é o caso de acabar com a função. "É preciso solucionar o problema legal."
A Secretaria da Segurança Pública informou, em nota oficial, que o Serviço Auxiliar Voluntário na PM beneficia atualmente 1.931 jovens de 18 a 23 anos, que "recebem treinamento e aperfeiçoamento para exercer funções burocráticas, permitindo a liberação de policiais profissionais para reforçar o policiamento nas ruas".
A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo disse, que, como ainda não estava definido qual Justiça iria julgar a ação do Ministério Público do Trabalho, não poderia se manifestar.


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