São Paulo, terça-feira, 27 de setembro de 2005

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EDUCAÇÃO

Paralisação pode prejudicar calendário letivo; salário-base de professor titular com doutorado e dedicação exclusiva é de R$ 1.308

Greve nas federais atinge 22 universidades

DA REPORTAGEM LOCAL

Ao menos 22 universidades federais enfrentam paralisação de professores. A greve, que completará um mês na próxima sexta-feira, já prejudica o calendário letivo de algumas instituições.
Para o Ministério da Educação (MEC), a greve atinge 22 das 55 universidades. Já pelo levantamento do Andes (sindicato da categoria), são 24.
Em São Paulo, docentes e funcionários do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) estão parados desde o último dia 1. A instituição oferece ensino superior, médio e técnico. O calendário escolar foi suspenso no dia 12 deste mês devido à greve.
Já os professores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) decidem na próxima semana se aderem ao movimento.
Os grevistas pedem reajuste salarial de 18%, incorporação das gratificações e reestruturação da carreira, entre outros pontos.
Hoje, o salário-base do professor-adjunto, com dedicação exclusiva (faixa que possui o maior número de docentes), é de R$ 701 nas universidades federais. O maior salário da rede é de R$ 1.308 (professor titular, com doutorado e dedicação exclusiva).
O Andes afirma que negocia há dois anos com o governo federal e ainda não conseguiu um acordo. Algumas das universidades que estão com atividades prejudicadas são a UnB (de Brasília), a UFF (do Rio) e a UFC (do Ceará).
Na UFPA (Universidade Federal do Pará), os professores querem suspender o próximo processo seletivo.
Parte dos funcionários das universidades também está em greve desde o dia 17 do mês passado.

Outro lado
O Ministério da Educação afirmou que ainda negocia com o Ministério do Planejamento e com a Casa Civil uma proposta para apresentar aos grevistas. O texto final deve ser fechado até a próxima sexta-feira.
"Consideramos legítimo o movimento, porque eles não tiveram aumento no ano anterior", afirmou o secretário-executivo-adjunto do MEC, Ronaldo Teixeira.
A proposta que está sendo debatida entre os ministérios prevê um aumento de 50% no valor dado à titulação do professor (mestrado ou doutorado). Teixeira disse também que o governo pretende negociar tanto a incorporação das gratificações quanto as mudanças nas carreiras.

USP de Ribeirão
A USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto retomou as atividades ontem, com o retorno dos estudantes às aulas e dos servidores ao trabalho.
No entanto, eles ainda pleiteiam o aumento de verbas para a educação, previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias 2006.
O aumento foi vetado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).


Colaborou a Folha Ribeirão

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