São Paulo, domingo, 02 de maio de 2004

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Para Genoino, oposição não tem credibilidade

DA REPORTAGEM LOCAL

DA SUCURSAL DO RIO

O presidente nacional do PT, José Genoino, disse ontem que o governo trabalha para reorganizar o país e "executar o compromisso de mudança".
Ele participou da missa na Igreja Matriz de São Bernardo, ao lado do presidente Lula. Sobre o salário mínimo, Genoino defendeu o reajuste concedido, de R$ 20. "É claro que gostaríamos de outro índice, mas não foi possível". Para ele, a oposição não tem credibilidade para criticar o governo.
O ministro da Casa Civil, José Dirceu, declarou que o reajuste dado ao salário mínimo foi o possível, mas destacou o aumento do salário-família.
O coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stedile, disse ontem, durante manifestação pelo 1 de Maio, no Rio, que o presidente Lula deveria ter demitido, por telefone, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, por ele ter admitido que a política econômica atual é igual a do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Stedile se referia à declaração de Palocci, em 16 de abril, de que não se sentia ""ofendido" pela comparação de sua política à da gestão FHC. Ele disse que a partir de agora o MST fará manifestações toda última terça-feira do mês em frente ao Banco Central, em Brasília, pedindo mudança da política econômica.
As críticas à política econômica deram o tom na manifestação pelo Dia do Trabalho promovida pelo movimento ""Ação da Cidadania, contra a Fome, a Miséria e pela Vida". Stedile chamou a elite brasileira de ""nojenta" por não criar mais empregos.
Dom Thomaz Balduíno, presidente da Comissão Pastoral da Terra, que liderou a caminhada ao lado de Stedile, disse que o modelo econômico é ""perverso, iníquo e nos escraviza e aniquila".
Cerca de 1.500 pessoas, na avaliação do coordenador-geral do movimento Ação Cidadania, Maurício Andrade, participaram da manifestação, no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio. A polícia estimou o público em cerca de mil pessoas.


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