São Paulo, domingo, 02 de maio de 2004

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"Nosso papel é protestar", diz Paulinho

DA REPORTAGEM LOCAL

As mudanças sofridas pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) nos últimos dez anos diminuíram as diferenças entre a central e sua sua principal concorrente, a Força Sindical. No entanto, a Força informa que, assim como a CUT mudou, ela também pretende mudar: só que em sentido contrário.
Criada em março de 1991 com o apoio financeiro de empresários, a central representa 16 milhões de trabalhadores em cerca de 1.800 sindicatos filiados -de acordo com dados de dezembro do ano passado.
A Força Sindical, presente em todos os Estados do país, é presidida por Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
Em 1998, o sindicalista apoiou a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à Presidência. E, no governo FHC, defendeu, com o então ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, a flexibilização da CLT. A proposta era que o negociado entre patrões e empregados pudesse se sobrepor à legislação trabalhista.
Em 2002, o sindicalista foi candidato a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PPS). Após a derrota, a central buscou recuperar o espaço perdido.
Com a eleição do presidente Lula, a Força quer ocupar o lugar que antes cabia à CUT.
"Esse é um governo de muita reunião e pouca decisão. Nosso papel é protestar", diz Paulinho.
As realizações da Força sempre foram marcadas por ações de marketing. Nas comemorações do 1 de Maio, por exemplo, optou por megafestas com sorteios de prêmios e shows grandiosos. Desde 1998, a central reúne multidões de trabalhadores nos festejos. (CR e FF)


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