São Paulo, quarta-feira, 03 de outubro de 2007

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Valor de mercado da Vale sobe 140% no ano

Cifra atinge US$ 167,3 bi, o que torna a companhia brasileira a 16 maior do continente, à frente de Petrobras, IBM e JP Morgan

Desempenho contrasta com o da Petrobras, cujos papéis preferenciais tiveram alta de 24,6% em 2007, contra 107,5% obtidos pela Vale

PEDRO SOARES
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO

Após se tornar a maior companhia brasileira e superar a Petrobras no começo deste ano, a Vale do Rio Doce bateu novo recorde e seu valor de mercado atingiu US$ 167,3 bilhões -alta de 140% ante a cifra registrada ao final de 2006 (US$ 69,8 bilhões).
A Vale já deixou para trás os gigantes norte-americanos IBM e JP Morgan Chase e se aproxima da Pfizer. É a 31 maior companhia mundial e a 16 das Américas, segundo ranking elaborado pela Economática a pedido da Folha. Está ainda duas posições à frente da Petrobras, a 18 entre as principais empresas das Américas.
Desde a privatização da Vale, em maio de 1997, o valor de mercado da mineradora já subiu 1.524%. Na época, a cifra era US$ 10,330 bilhões.
Mais recentemente, a aquisição da Inco fez saltar o valor da empresa, que estava avaliada em US$ 53,432 bilhões em outubro de 2006, quando o negócio foi fechado.
Com uma política agressiva de comunicação e diante de bons resultados, a Vale viu sua capitalização de mercado crescer. Já a Petrobras, afetada por ingerências políticas e pelo sobe-e-desce dos preços do petróleo que prejudicou o desempenho da companhia no primeiro trimestre, perdeu valor neste ano. O valor de mercado da estatal caiu para US$ 159,343 bilhões. O desempenho ruim se refletiu no preço das ações. Os papéis preferenciais da Petrobras tiveram valorização de 24,6% neste ano (até 27 de setembro). Já os da Vale subiram 107,5%.
Segundo o presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, a expansão do valor de mercado é um reflexo da alta das commodities, que "estão no momento bastante demandadas, principalmente pelo crescimento na Ásia".
O executivo acredita que 2008 também será um bom ano para a companhia. "No ano que vem, a gente também vai ter um ano com forte demanda por minério de ferro. Não tem nenhum sinal de enfraquecimento no mercado."
Diante do cenário positivo, Agnelli disse que a expectativa é ampliar os investimentos nos próximos anos. "O mercado deve continuar forte no ano que vem, em 2009 e em 2010. A gente tem discutido internamente os orçamentos da companhia para os próximos anos, e a intenção é acelerar os investimentos."
O lado negativo de tal aquecimento, diz, é a alta dos custos dos novos investimentos, afetados também por "restrições ambientais em vários países".
"Todos [os mineradores] estão trabalhando no limite da capacidade de produção e mal conseguem atender à demanda. Para o futuro, não tem nada que diga que vai mudar essa condição", avaliou Agnelli.


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