São Paulo, quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

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O PERSONAGEM

Para assessor religioso, título exorciza mascote

DA REPORTAGEM LOCAL

Com o título da Copa São Paulo do América, o padre Areovaldo Vieira de Souza, 51, diretor espiritual do clube, ganhou subsídios para "exorcizar" de vez o diabo, mascote da equipe, representado pelo personagem Brasinha, das HQs.
"Esse título veio por obra de Deus. Não tem nada a ver com o diabo. Por isso precisamos apoiar o projeto dos conselheiros de sumir com esse símbolo que está há tempos no clube. Ele não está mais na camisa, resta sair do estatuto", disse Souza, que coordena a assessoria de suporte religioso, criada para levar fé ao time.
Além dele, mais três padres e um pastor evangélico integram o grupo. Ontem, porém, só ele decidiu enfrentar 440 quilômetros com torcedores e dirigentes de Rio Preto até o Pacaembu.
No estádio, escolheu a sombra para se sentar. Vestiu a camisa do América e sacou o terço que ganhou do papa João Paulo 2, morto em 2005. "Eu sabia que o goleiro iria defender o primeiro pênalti. Tive uma informação divina", disse Souza.
Em Rio Preto, ele dirige o Santuário de Nossa Senhora das Graças. "O pessoal me convida porque trago sorte. Foi assim em 99, quando fomos campeões paulistas da segunda divisão", conta ele, que diz fazer exorcismos.
Ao fim do jogo, Souza foi ao vestiário do América orar com o time. Vestiu a roupa preta com colarinho branco que usa para expulsar o demônio. "Hoje ninguém esteve com o diabo no corpo, só com Deus." (KT E TT)


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