São Paulo, quarta, 28 de outubro de 1998

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CINEMA
Congresso vai discutir estética e economia não-ficcionais
Diretores se reúnem nos EUA para debater o documentário

da Redação

Até o final da semana, a cidade dos sonhos será a capital da realidade. Documentaristas do mundo inteiro reúnem-se a partir de hoje em Los Angeles (EUA) a convite da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (leia-se Oscar) e da Associação Internacional do Documentário.
A Academia sedia o terceiro Congresso Internacional do Documentário (IDC3 na sigla em inglês).
Economia e estética do cinema não-ficcional serão debatidos nos próximos três dias por mestres como Albert Mayles, Les Blanc, Marina Goldovskaya e Richard Leacock.
O cineasta brasileiro Ricardo Dias ("No Rio das Amazonas") participa amanhã do debate sobre a produção latino-americana.
Formado pela ECA-USP com pós-graduação na Universidade de New York, Dias está finalizando um filme-ensaio sobre a religião no Brasil, chamado "Fé".
Além de discussões regionalizadas sobre o estado das coisas no mundo inteiro, haverá debates mais específicos que vão abordar a ampliação da presença dos documentários na televisão a partir da recente multiplicação dos canais por assinatura.
Serão discutidos hoje os retratos biográficos, os filmes sobre a natureza e o programa "Storyville", vitrine mais nobre da TV britânica BB para documentários.
Uma mesa específica analisa, na parte da tarde, a política dos festivais não-americanos exclusivos para o gênero.
O dia hoje termina em rock. Um debate ilustrado por trechos de filmes analisa a história recente dos documentários musicais.
Entre os escolhidos estão os Beatles em "Let It Be", de Michael Linsay-Hogg, os Rolling Stones em "Gimme Shelter", de Albert Maysles, e o U2 em "Rattle and Hum", de Phil Joanou.
Amanhã prosseguem as análises regionalizadas e três mesas fazem um balanço das novas tecnologias na produção e na difusão do cinema não-ficcional.
Uma seleção de clássicos encerra a programação em "Documentários Que Chocaram o Mundo".
A preparação de projetos e a dramaturgia do documentário são os principais temas da próxima sexta-feira.
À noite, num hotel na Marina del Rey, acontece a cerimônia de premiação dos destaques do período 1997-98.
Prêmio
A política de apoio ao documentário da Academia não se limita apenas à organização deste encontro bienal. Projeções mensais de clássicos do gênero fazem parte do calendário fixo.
Sem falar na entrega anual do Oscar para filmes não-ficcionais de curta e de longa-metragem.
Amir Labaki, crítico de cinema e correspondente de cultura da Folha em Nova York, participa hoje do debate sobre os festivais de documentário sediados fora dos EUA. Labaki é o representante da América Latina no comitê de conselheiros internacionais do congresso.



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