São Paulo, sábado, 05 de maio de 2007

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Federação de pilotos acusa problema em Buenos Aires

Entidade internacional critica ausência de radar

DE BUENOS AIRES

Advertindo haver risco de "graves perturbações" no controle aéreo argentino, a Ifalpa (Federação Internacional dos Pilotos de Linhas Aéreas) recomendou aos pilotos de todo o mundo "extrema vigilância" ao voarem sobre Buenos Aires.
A recomendação da Ifalpa integra boletim de segurança feito pela entidade no último dia 1 e tornado público ontem pela Apla (Associação dos Pilotos de Linhas Aéreas da Argentina).
O boletim ressalta que os pousos e decolagens em Buenos Aires estão sendo monitorados unicamente via rádio entre controladores e pilotos, já que o principal radar local está desativado desde março, quando foi danificado após ser atingido por um relâmpago.
O comunicado também faz referência à transição do controle de tráfego aéreo das Forças Armadas para organismos civis, que poderia acarretar as possíveis "graves perturbações".
O presidente da Apla, Jorge Pérez Tamayo, disse ontem que já estão sendo tomadas precauções adicionais nos vôos em Buenos Aires. Os pousos e decolagens nos aeroportos de Ezeiza (internacional) e Jorge Newberry (com vôos nacionais e para o Uruguai) têm intervalo mínimo de dez minutos.
Desde que o radar de Ezeiza foi danificado, o presidente Néstor Kirchner se disse disposto a alugar equipamento para substituí-lo, mas nenhuma medida efetiva havia sido tomada até anteontem, quando foi publicada no "Diário Oficial" a liberação de 115 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 75,6 milhões) para investimentos na segurança aérea. Desse montante, 16 milhões de pesos (R$ 10,5 milhões) serão destinados à fabricação e instalação de radares.
A mudança no controle do tráfego aéreo na Argentina vem ocorrendo gradualmente desde setembro do ano passado, quando foi anunciada a transferência de comando no setor. Não há data prevista para o fim da transição. (RODRIGO RÖTZSCH)


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