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Comentários de Antônio Gonçalves Caneiroq
Em 23/09/2009 12h01
Para essa ópera-bufa ficar completa, só falta aparecer no fundo de uma foto o Woody Allen carregando um cacho de bananas.

Em Honduras
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Em 22/09/2009 08h28
É genético em Lula, indissolúvel de seu DNA: ele não pode fazer as coisas abertamente, tem de ser tudo a partir conchavos. A volta de Zelaya a Honduras não aconteceu de improviso, foi coisa acertada, para criar situação de fato. Todos exigem solução, mas todos se esquivam e sobra para Lula, que obriga Amorim a dizer que a iniciativa foi do ex-(ou de direito) presidente. Obama percebe os interesses particulares e tira o corpo fora. Fica o Brasil como líder, defendendo a democracia e a auto-determinação dos povos, não importanto que essa salada hondurenha seja só uma briga entre facções rivais da elite do país, nem que a auto-determinação não tenha valido para os dois boxeadores cubanos, entregues a Fidel, apenas por quererem um direito humano inscrito na carta da ONU, o direito de escolher o país em que morar.

Em Honduras
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Em 18/09/2009 17h49
Ciro é o PMDB da esquerda, sem, é claro, certas características impróprias para menores. Está ministrando a Lula, em doses homeopáticas, o amargo remédio de sua candidatura presidencial, provavelmente para se tornar seu candidato, quando e se a preferência por Dilma refugar. Mesmo isto não acontecendo, pretende candidatar-se, porque precisa evitar que, vencendo o PSDB, a estrutura política seja remontada de modo a evitar, em 2014, outra vitória da esquerda (Falta espaço para se falar da oscilação eleitoral, duas vezes pró-Lula, e, pelo menos até agora, pró-Serra; pense-se em maioridade eleitoral, variando a preferência, sem discutir o valor dela!). O caudilhismo de Lula está a perigo. O último caudilho, Vargas, tinha um cenário político mais pobre do que o atual e, além disto, havia vários partidos que foram destruídos pela ditadura. A variação de legendas, agora, por estranho que pareça, é mais pobre, dividindo-se entre situação e oposição. PMDB e Ciro podem vir a alterar esta monotonia. Sabe-se que Lula quer uma eleição plebiscitária, para facilitar a influência de seu capital popular. Por isto desconversou falando em duas candidaturas de esquerda. Só faltou Serra retrucar: "Esquerda quem, cara pálida?"

Em Eleições 2010
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Em 18/09/2009 16h30
Está chegando a hora de separar os homens dos meninos. Lula vai ter cancha para enquadrar o PMDB? Com a cunha de Orestes Quércia, Serra pode até oferecer o vice ao PMDB (o que importa é ganhar a presidência; o resto é perfumaria). A revista Playboy tem um ditado antigo: "The biggest difference between men and boys is the cost of their toys". A maior diferença entre homens e meninos é o preço dos brinquedos de cada um. Bem adequado à situação de 2010!

Em Eleições 2010
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Em 18/09/2009 11h42
E em alguma vez o senado deixou de protagonizar a cena? Na recente crise soube-se direito qual é seu protagonismo; agora mesmo o CT mostrou o protagonismo de Sérgio Guerra. O senado nunca deixou de ser protagonista e sempre vai ser. O principal motivo para sua extinção, depois da extraordinária economia que ele vai proporcionar, para matar a fome do povo brasileiro.

Em Senado
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Em 16/09/2009 17h21
Terceiro fronte. Hitler perdeu a guerra, no dizer de muitos. por ter aberto um segundo fronte, invadindo o extremo leste europeu, a então União Soviética. Criou uma impossibilidade logística, atender a exércitos espalhados em território vasto demais, o que determinou a derrota final. Estamos agora, também, em plena guerra mundial. É uma guerra sem quartel contra a democracia, cujo exemplo típico é o neoczarismo de Putin, alternando a presidência da Federação Russa com um fantoche. Chávez e Uribe optaram por solução mais simples, reeleição, sem limites para o primeiro Na Argentina, a sucessão familiar segue a tendência mundial. Lula quer emplacar Dilma para voltar em 2014. Para facilitar estas providências, precisa-se ocultá-la do conhecimento geral, abrindo o segundo fronte, a censura à imprensa. Novamente Chávez, a censura ao Estadão, a invasão do Clarín, no melhor estilo da ditadura brasileira. Agora, o terceiro fronte, a cooptação da justiça, no estilo venezuelano, chinês, afegão, países asiáticos. É uma tendência mundial surgida da inapetência dos governos mundiais para instalar uma democracia autêntica, respeitosa dos direitos das respectivas sociedades. O descolamento entre o discurso político e a atuação efetiva amorteceu as sociedades, tornando-as permeáveis ao avanço autoritário. Talvez vejamos durante o século 21 um desvio nunca imaginado na rota da humanidade. O consumismo é a nova religião mundial e políticos que prometem tudo seus profetas.

Em Judiciário
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Em 14/09/2009 19h45
Provavelmente, todos os governadores em causa têm peito de perdiz.

Em Eleições 2010
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Em 11/09/2009 18h27
Aécio nunca vai conseguir o que pretende: em troca de desistência de disputar a candidatura com Serra, levar seu apoio à candidatura em 2014. Eleito, Serra vai fazer o que fez eleito para prefeito e governador de São Paulo: campanha para a reeleição, contra um concorrente de alto coturno, Lula. O clima que estamos vivendo vai perdurar além da eleição de 2010. Agora é inevitável na vida brasileira: a eleição presidencial será onipresente em todas as ações municipais, estaduais e federais. Quanto mais nos afastamos da democracia, mais a luta pelo poder se acirra, por causa dos poderes especiais que se tornam predominantes. Não há mais disputa por ideias, luta-se puramente pelo poder, para usufruí-lo e para mantê-lo. É tendência mundial, de Putin a Uribe, de Chávez a Kirchner, que sucederá Cristina, que, depois, sucederá Néstor. As sucessivas tentativas de censurar a imprensa, presentes no mundo todo, são o passo seguinte ao predomínio dos poderosos sobre a liberdade de escolha democrática pelo povo. Não nos iludamos, está em marcha um sólido, solidário, poderoso, mundialmente espraiado movimento de superação da democracia. O poder vai-se tornando cada vez mais forte, mais espalhado, mais cooptador, mais sedutor em suas promessas que escondem o verdadeiro objetivo de exercê-lo totalmente, sem concorrentes. Ninguém tem coragem de nem sequer apresentar hipóteses sobre isto. Prepara-se a adesão geral. O Big Brother de Orwell é tosco rascunho muito mal-ajambrado.

Em Eleições 2010
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Em 29/08/2009 11h23
João Carlos, você se manifestou sobre a partenidade do caseiro. Que tal, agora, falar sobre a maternidade de ambos?

Em Eleições 2010
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Em 22/08/2009 14h53
Uma candidatura de Heloísa Helena colocaria o Brasil no paraíso do feminismo: três mulheres contra um (ou dois, se Ciro Gomes também entrar na disputa). Não há quem não queira ver uma situação como esta, a colocação do Brasil na vanguarda dos direitos das minorias!

Em Eleições 2010
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Em 21/08/2009 17h11
Em vez de ficar tentando enganar a população com um otimismo sem fundamento, Mantega precisa agir com seriedade e avaliar até que ponto essa política errada de prestigiar o PMDB empreendida por Lula pode causar descrédito do governo e prejudicar a saída da crise. Lula está, no momento, mais interessado em criar uma fantasia de que Sarney, Collor e Renan são donzelas impolutas e de que não há crise no PT. Como nada disto é verdade, pode-se criar uma teoria de que não há no governo capacidade para gerir a crise. Lula corre o risco de nem fazer o povo acreditar no que diz nem de vencer a crise financeira. Isto é problema dele e, se fracassar, não será o primeiro presidente mal-sucedido. O que interessa é que ele pode levar o país para o buraco, e isto é muito sério. Trabalhe, ministro, e tente convencer Lula a parar de dizer inverdades e trabalhar também. A eleição é só em 2010. No mês que vem o país pode estar quebrado! Há motivos para desconfiar de que a atuação de Lula esteja procurando desviar a atenção dos problemas econômicos e de que estes estejam em volume superior ao que se divulga. É fácil perder a confiança, mas muito difícil recuperá-la. Seu momento atual é muito sério! Lula consegue perceber isto?

Em Prorrogação da CPMF
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Em 21/08/2009 13h20
Quem elegeu Belluzzo, esqueceu seu retropecto. Em economia, pode-se falar fiado, porque ninguém sabe o que, porque, quando, como, de que maneira acontece; toso chutam. Se dá certo, é a glória; se dá errado, é a conjuntura. No futebol não tem erro: só vale bola na rede, o resto é bazófia. Parece que o ilustre economista não entendeu nada do que está contecendo e usa a velha desculpa dos cartolas: acusar os outros. O São paulo perdeu dois jogos seguidos, sofrendo quatro gols irregulares e está em segundo. O Palmeiras tem de mostrar em campo essa superação. Falta um turno inteiro!

Em Palmeiras
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Em 21/08/2009 13h04
Essa Lula não esperava: inocentado Sarney, ele entrou na berlinda. Os alfaiates falam em pano prá mangas. Lula estará dando pano prá mangas até o fim de seu mandato. Na próxima vez em que aparecer em público, talvez uma criança diga que ele está nu, revelando seu desejo de continuidade, Nnguém sabe para o que: dividiu o PT entre seus puxa-sacos e os petistas de convicção e não pode confiar no PMDB, onde Sarney só vale enquando facilita benefícios. Já há tratativas da oposição para conquistas peemedebistas? Como a política brasileira pode ter descido tão baixo? Que culpa temos de um Lula?

Em Senado
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Em 20/08/2009 19h08
Política, no mau sentido, é dizer, contra as evidências, que preto é branco e insistir até se tornar verdade. A política recente vem acumulando mentiras sacramentadas como verdade: Collor foi expelido da presidência, sem nenhuma outra punição, foi embora, voltou senador, com a mesma arrogância e falta de educação de quem se acha superior aos outros; Renan foi expelido da presidência do senado, as acusações contra ele ficaram sem nenhuma resposta, ele voltou com a arrogância dos que se sabem impunes; Sarney foi posto a nu, revelou-se parte de sua vida oculta, nada aconteceu. Essa degringolada moral tem um único responsável: eleito contra o esquema de poder vigente, chefe de um partido distante da elite, Lula teve de procurar apoio onde pode: nos que o vendem a peso de ouro. Foi aí que se iniciou a debacle (galicismo de necessidade absoluta!) nacional. Mensalão e acordo com o PMDB deixaram-no atado à parte podre da comunidade política. Agora enfrenta o refluxo da maré: em três dias sofreu três desistências petistas: Marina Silva, o senador que vai se desfiliar e Aloizio, renunciante da liderança no senado. E diz que o PT não está em crise! Já perguntou aos militantes de carteirinha? Se Lula quebrar a cara, como ficamos? Não é mais salvar Sarney, é salvar o presidente da desmoralização. Com uma influência danosa: José Dirceu metendo o bico, exercendo a impunidade de que também goza. Estou aturdido: para o governo, até a mentira virar verdade? Justo na crise mundial?

Em Senado
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Em 19/08/2009 20h10
J. R. O Brasil não precisa disso, estamos séculos, melhor dizendo, milênios à frente. Raciocine um pouco, olhe o mundo a sua volta, arrume uma namorada, vá a um jogo de futebol, compre alguma coisa a prestação, xingue o governo sem propor soluções terminais. Seja normal.

Em Eleição no Afeganistão
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Em 19/08/2009 20h00
Esse é nosso medo!

Em Senado
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Em 19/08/2009 19h25
Acórdão (com acento no -ó-) é figura com valor jurídico Acordão (com acento no -ão) é pura sacanagem!

Em Senado
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Em 19/08/2009 18h19
Sâo Paulo tem três senadores: Eduardo Suplicy, Aluízio Mercadante e Romeu Tuma. Contra todas as evidências, Suplicy tem a veleidade de ser escolhido por Lula como candidato a governador pelo PT; por causa disto, simplesmente sumiu da crise do senado, é como se não existisse; numa guerra, teria saído correndo para a retaguarda! Aluízio Mercadante tentou esconder-se no casamento do filho; pego em flagrante, quer entregar a liderança do PT no senado. Romeu Tuma, durante o governo de Maluf, quando este instituiu o cirquinho chamado de "governo itinerante", apareceu em todos, dando o ar de sua graça; conclusão: com a eleição de Montoro, fugiu para a Polícia Federal em Brasília, levando imenso séquito da polícia paulista, que ainda não esclareceu se trabalhou em Brasília, ou representou a Polícia Federal em São Paulo; ou, se pelo menos trabalhou em algum lugar. Esta é a bancada de senadores por São Paulo: 100 % comprovando a inutilidade de órgão tão inoperante quanto dadivoso para com aqueles que abriga em seu seio. Têm o grande mérito de comprovar, contra qualquer dúvida,
o benefício que a extinção do senado trará para a sociedade brasileira, que poderá usar para melhor fim o dinheiro totalmente desperdiçado no momento. "Não fomos um país sério", estará escrito em nossa lápide, sem dúvida encomendada a algum apadrinhado do órgão e superfaturada!

Em Senado
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Em 19/08/2009 16h59
A segunda dificuldade de Marina, se sair candidata a presidente pelo PV, vai ser para recuperar a moral do partido, dilapidada sem escrúpulo pela ânsia de conseguir adesões. Esta atuação trouxe gente sem qualificação, como se prova pelo envolvimento de muitos verdes (?) com a corrupção. O desânimo que o proveito pessoal e familiar que Gabeira tirou de sua posição de deputado é muito difícil de recuperar, ainda mais com o descrédito por parte de ONGs sérias. Se aceitar a adesão do peão desembestado do Protógenes, estará cometendo suicídio anunciado. Fica de saldo positivo a abertura do espaço político, concentrado em apenas duas candidaturas, o que, não acontecendo, obrigará a novas atitudes gerais. Também aqui teremos novo capítulo, cujas peripécias aguardamos. Precisamos sair desse funil político em que o país se meteu, com suas alternativas estreitadas além do desejável a seu futuro.

Em Eleições 2010
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Em 19/08/2009 16h47
Logo no início do episódio do mensalão, a Folha fez uma entrevista com jornalista respondendo a perguntas dos leitores. Uma das perguntas foi sobre como ficaria o PT depois da questão. A resposta: provavelmente será um partido como todos os outros, perdida sua aura se redenção social. Não deu outra. Quatro anos depois, o partido é manipulado a seu bel prazer por Lula, segundo suas intenções pessoais, A saída de Marina Silva é só a conclusão de um julgamento pessoal dela, cuja sentença é de conivência de Lula com a devastação da natureza do país, um crime irrecuperável. Lula traiu o povo, usou promessas oníricas que nunca pretendeu cumprir, interessado apenas em conquistar e manter o poder. A parte vil de sua atuação é usar o desespero da população mais pobre, cuja miséria não lhe deixa outra alternativa a não ser acreditar em mentiras políticas, porque a descrença produziria um desespero incompatível com a continuidade de viver seu sofrimento. O povo acredita porque sem crer desaparece o alento de viver. O pior de tudo é que isto é perfeitamente sabido e usado pelos políticos, explicando as eleições mais absurdas, de indivíduos desprovidos de qualquer sentimento humano. Esta é a realidade nacional. O progresso, se vier, será relentado, a fim de que os donos do poder gradativamente adaptem sua mensagem enganosa a novas condições. A lei que o PT segue é a da velha república: 'Precisamos fazer uma revolução para que nada mude". Marina mudará isto? Próximo capítulo, e inédito!

Em Eleições 2010
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