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Comentários de Ronaldo Pignataro
Em 05/08/2008 13h55
O presidente do Banco Central de Israel, Stanley Fischer, disse que a velha piada de que o Brasil é o país do futuro está ultrapassada. Segundo ele, o Brasil já é um país do presente. Fiquei preocupado com este dito porque sempre depositei fé neste país e por isso nunca pude entender a piada. Fiquei ainda mais inquieto quando vislumbrei a possibilidade da eminente autoridade estar remodelando a piada para o presente, podendo surgir outra, em tempo futuro, mas nem tão futuro, dizer que o Brasil é um país do passado.
A idéia do presente se fixou em minha mente depois que li Delfin Netto dizer que "o Brasil continua sendo o último peru com farofa disponível fora do Dia de Ação de Graças" e, junto com ela, a exigüidade deste momento de glória presente e o tétrico futuro que se vislumbra com a deterioração de nossas contas externas.
Com toda esta catástrofe que vive os investidores brasileiros na Bovespa ainda é lucro para os investidores estrangeiros. Na última semana de julho de 2008, o jornal, The Economist, mostrou que mesmo depois dos ajustes vividos pela Bovespa, ela ainda rendia, quando comparado com a última semana de 2007 (sete meses, portanto), em dólares + 4,6%, enquanto que todas as outras bolsas por esse globo despencavam. (EUA -12,7% , China -42,3%, Japão -8,5% Eurolândia -17,5%, Espanha -16,1% Rússia -7,3%, Índia -31,0%). Deduz-se disso, senhores, que a situação ainda pode piorar. Aliás, tudo se tem feito para que piore na execução da política monetária e cambial. Para Bresser (em seminário na FGV), "a taxa de câmbio do Brasil é suicida e levará para uma crise de pagamentos em dois ou três anos", ainda com seu velho otimismo, qualificou a política cambial de alucinada. Para Yoshiaki Nakano, "O Brasil continua enfrentando um velho problema: "a combinação de taxa de juros absolutamente elevada e a apreciação da taxa de câmbio", no mesmo seminário. No mesmo evento, o ministro Mantega disse considerar que a valorização do real frente ao dólar está quase no limite do que a economia pode suportar "Se for mais adiante, estamos perdidos". Engraçado que não compareceu ninguém para defender a tal política, a não ser, claro, o autor da própria e as cocotas que trocaram o destino de suas viagens , ao invés de Miami, Paris e os importadores de trilhos chineses..

Em Bolsa de Valores
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Em 22/07/2008 14h19
Caro Wilson. Se uma pessoa dissesse compreender a formula para antecipar os movimentos das ações da Petrobrás ou estaria mentindo ou de posse de informações privilegiadas ou manipulando o mercado. Para que alguém compre é sempre necessário que alguém venda e ambos acreditam estar fazendo um bom negócio, não é mesmo? Alguns fatores de conhecimento público, no entanto, parecem interferir nas cotações das ações. Uma delas é o preço do petróleo. Preços mais altos do óleo tendem a valorizar as ações das petrolíferas, preços mais baixos tendem a influir de maneira inversa. Outra é a cotação do dólar em frente ao euro. Dólar forte tende a enfraquecer os preços, dólar fraco tende a valorizar. O motivo disto é que as commodities são cotadas em dólar e os investidores buscam proteção contra a corrosão dessa moeda nelas. Como a Petrobrás é produtora de uma commodity , suas ações tendem a valorizar no dólar fraco. Outro fator que interfere na cotação das ações é a política de juros. Juros altos tendem a inibir investimentos. Para maior produção é necessário investimentos, logo, se não há investimentos as ações caem porque haverá menor perspectiva de produção. Lembre-se que a Petrobrás requer investimentos muito elevados para produção em águas profundas. Existe ainda um sem número de outros fatores, como a presença maior ou menor do investidores estrangeiros, perspectivas de crescimento, inflação e cambio. O resultado de políticas equivocadas pode dar em resultados surpreendentes como ser "vantajoso" a venda de minério à China para comprá-lo de volta bem mais caro na forma de trilhos, gastar com uma ida a Nova Iorque somente para comprar enxoval de bebe e assim por diante. Uma coisa, no entanto, parece certa. Como não tem substituto para o petróleo e as economias emergentes continuam crescendo à taxas estonteantes, e não existe sinal ainda da diminuição do despejo de veículos nas ruas já entupidas. De médio para longo prazo o investimento na Petrobrás vai ser sempre um bom negócio.

Em Petróleo
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Em 18/07/2008 14h36
Hoje foi a noticia de que a bolsa sobe levemente com os resultados do CITI (Citigroup). Os ditos resultados representaram um tombo de 2,5 bilhões de dólares no último trimestre. Mas o que se comemora, o que faz as bolsas subirem, dizem, é que se esperava resultado pior. Então o que é ruim mas que podia ser pior virou, como num passe de mágica, uma coisa boa. Fora a tentativa delinqüente de provocar mais uma bolha aqui dentro com a qualificação "overweight" (sobrepeso, no sentido literal) do Morgan Stanley.
Por isso digo que este mercado é insano. E nesta insanidade reside a ilusão de que o atual insustentável sistema possa algum dia tornar-se sustentável, que poderemos continuar pilhando os recursos naturais para a fabricação de mais e mais lixo como alguma coisa proveitosa. Prega-se o consumismo, o amor ao lixo, e neste frenesi comemora-se atirando dinheiro e crianças pela janela, e ainda se vislumbra coisa pior! O que poderia ser pior? Chegamos à um limite e isto é a única coisa realmente digna de comemoração, neste mundo limitado. Até a insanidade tem limite, senhores.

Em Bolsa de Valores
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Em 27/06/2008 17h13
Falta pouco para o mundo compreender que um limite foi alcançado. A situação é peculiar, portanto, ninguém vai poder utilizar-se de experiência passada para resolver a atual crise. Também não existe nenhuma fórmula ou estudos anteriores, salvo os fundamentos da lei de mercado. Dois pontos necessitam ser compreendidos; primeiro, não há petróleo suficiente para todos. Isto deve ser provado em novembro quando a IEA (Agência Internacional de Energia, sigla em inglês) emitir seu relatório, resultado de estudos sobre as reservas mundiais e a capacidade produtiva mundial; segundo, o petróleo é insubstituível. Pelos fundamentos de mercado só há dois modos de fazer baixar o preço, ou pela destruição da demanda ou pelo aumento da oferta. Como a produção mundial permanece por volta de 86 milhões de barris diários já por três anos, pode-se deduzir que o mundo está encontrando dificuldades em produzir mais óleo. Isto pode ser visto com mais detalhes no blog Dream in Love. Assim só nos resta a destruição da demanda. Destruir a demanda implica produzir menos veículos via aumento de preços em conjunto com um aumento dos preços do combustível e da energia, implicando no desaceleramento da economia ou recessão. Fora de controle, a forma de destruir a demanda, e é esta que devemos a todo custo evitar, é a inflação (destrói a demanda via perda de poder aquisitivo). Mas a inflação só será evitada se houver uma articulação entre os bancos centrais de todo o mundo para diminuir as pressões inflacionárias mundiais. Não adianta tentar controlar a inflação internamente se ela é imposta pela comunidade internacional. Ou o mais difícil, uma consciência mundial de que devemos economizar, muitissimo difícil no atual modelo de sociedade baseado no consumismo.

Em Petróleo
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Em 26/06/2008 14h04
O economista chefe do Deustche bank AG, o maior banco da Alemanha, Adam Sieminski, disse que o petróleo a US$ 200 quebraria "a espinha dorsal da economia mundial." Considerando que não falta analista a dizer que o preço do óleo pode até passar dessa marca, então estamos próximo de ver uma economia mundial paraplégica ou mesmo tetraplégica.
Internamente, o país luta para antecipar o dia do juízo quando a autoridade monetária se arrisca a cair do cavalo e fraturar o pescoço em suas investidas contra os moinhos, resultado de sua política quixotesca.
O Dow Jones recua a níveis de 21 meses atrás e atrás dos rebaixamentos promovidos pelo Goldman Sachs ao Citi e à GM, que por tabela dissolve a bolha criada aqui com o grau de investimento. Tudo volta ao que era, ou melhor, depois da bebedeira a turma acorda sóbrio, mas na maior ressaca, e subtraído de alguns pertences.
A deterioração de nosso comércio exterior acelera com a valorização cambial ainda mais profunda, a inflação mundial já beira o centro de nossa meta de inflação interna, o BC aumentou para 25% as chances de estouro, e pelo andar da carruagem, deverá anunciar, daqui a algumas semanas, chances de 100% em estourar 25% ou mais.
Todo este desespero deverá se transformar em pânico quando as cias aéreas não conseguirem mais enrolarem as suas contas com o combustível, obrigando os políticos a atravessarem o final de semana inteiro em Brasília. Por outro lado, se não puderem mais voltar ao trabalho, a coisa pode melhorar.
Temos que nos manter otimistas.

Em Bolsa de Valores
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Em 17/06/2008 12h18
O dolar enfraquece um pouco no mercado internacional, sendo necessário US$ 1,55 para adquirir um euro. Enfraquece proporcionalmente ainda mais no Brasil quando atinge a marca de 1,61 real. Tal movimento, provavelmente é decorrente da divulgação dos altos indices de inflação americanos que motivaram os investidores estrangeiros a voltar a investir pesado em papeis para se protegerem da corrosão da moeda deles (hedge). Assim, as ações da Vale e Petrobras tendem a inflar puxando o IBOVESPA, criando outra bolha.
Parece, no entanto, que não deve inflar nos níveis já vistos a não ser que o preço do petróleo retome seu ímpeto ascendente.
A inundação do Iowa, fenômeno não visto há 500 anos em amplitude, pressionará as commodities relacionada a alimentos ainda mais, piorando o quadro.
Importante também observar que existe um movimento da comunidade internacional contra os subsídios que certos países praticam para manter o preço do combustível baixo. Dentre eles está o Mexico, Venezuela e China. A esperança dos países desenvolvidos é que retirando os subsídios a demanda esfria retirando um pouca da pressão sobre os preços do óleo.
Altos preços do óleo favorecem as ações das petrolíferas, mas atenção aos níveis dos preços, já estão bem altos.

Em Bolsa de Valores
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Em 12/06/2008 15h44
Vladimir,
Muitas das matérias da Folha não passam de traduções do que é veiculado na imprensa internacional, sem análise. Se diz bastante lá fora, principalmente na CNN-Money, embora seja discutível, que as oscilações no preço do petróleo se devem, pelo menos em parte, as oscilações do dólar. Bem, a correlação é provada empiricamente porque os índices hoje são atualizados em tempo real. Assim, observou-se que quando o dólar enfraquece em relação ao euro o óleo sobe e o inverso também acontece. Como as commodities são cotadas em dólar, isto é lógico que aconteça. Por exemplo, se o petróleo é cotado a US 100 e o real é cotado a 3 dólares, eu vou precisar de 300 reais para comprar um barril. Porém se o dólar passa a valer 1,5 real eu vou precisar somente de 150 reais para comprar o mesmo barril. Então, neste caso hipotético, ele se tornou mais acessível para mim, e por causa disto eu vou querer comprar mais só porque ele está mais barato, uma barganha, e assim pressionar ainda mais a demanda. Seria uma viagem sob o aspecto de que o petróleo não é uma mercadoria comum, os povos compram somente o que necessitam. Mas existem os especuladores atuando no mercado futuro. Eles compram contratos para fornecimento a prazo, são como atravessadores atentos ás pequenas variações da mercadoria e do cambio. Logo podemos creditar alguma verdade na asserção mas difícil identificar os componentes do conjunto causa-efeito. A verdade é que, e isto vai ficando cada vez mais patente, falta óleo no mercado. A produção mundial está estacionada nos 86 milhões de barris diários já por três anos e a demanda mundial vem crescendo, principalmente nas economias emergentes e, dentre essas, principalmente na China onde o preço é subsidiado.

Em Petróleo
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Em 12/06/2008 12h07
"O vice-governador de São Paulo e secretário de Desenvolvimento, Alberto Goldman (PSDB), afirmou nesta quinta-feira que o momento atual não é propício para a aprovação da CSS (Contribuição Social para a Saúde) pelo Congresso Nacional."
Esta é um tipo de afirmativa que deve ser ignorada. Sem adentrar muito a detalhes, mas o tal momento propício, por acaso, seria o atual se a autoridade falante estivesse no poder? Claro que aí aconteceria o tal momento propício, então tal declaração não passa de ruído de comunicação.
Claro que somos contra a impostos, só que, neste caso, o imposto que deveria ser extinto, prioritariamente, é o imposto sob forma de tarifas que pagamos para os bancos. Esse sim subtrai muito mais que a CPMF na conta dos mais simples. Se o CPMF ou equivalente, não chega às vias de fato em atenção aos objetivos que motivaram sua criação, isto é um outro problema. Mas poderemos estar seguros que as tarifas só engordam os lucros dos bancos, e no Brasil devem estar entre as mais altas do mundo.
E o fato de que muitos bancos em muitos países não praticarem tarifas de espécie alguma? Um caso a refletir.

Em CSS
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Em 10/06/2008 09h44
A quem interessa altas taxas de juros?
Evidentemente para quem aplica recursos porque para quem toma não interessa absolutamente essa política.
Quem aplica é a comunidade internacional, então, me parece lógico que ouviremos elogios da imprensa internacional como um estímulo no sentido das taxas crescentes. Ainda, quando as taxas sobem o real é valorizado o que facilita a entrada de produtos importados (eles ficam mais baratos) Também, quando a nossa moeda é valorizada, as multinacionais turbinam seus lucros, na moeda do país de origem, com a variação cambial.
Claro que o aumento da taxa de juros é um mecanismo para controle da inflação. Baseia-se na inibição do investimento na produção e consumo, quando se estimula a poupança. Funciona, sem dúvida, e é uma ferramenta da chamada "política ortodoxa" de combate a inflação. Porém, há limitações. A primeira limitação, e que agrega um bom número de analistas é que o nosso nível de taxas praticadas de dois dígitos(a maior do mundo) está fora do "range" em que alguma variação teria eficácia.
Segundo, a inflação que hoje assistimos não tem raízes internas, então seria o cúmulo da pretensão querer parar a inflação mundial com essa politica-de-fundo-de-quintal, mesmo que ousada e brava, o fim seria o mesmo dos kamikazes. Terceiro, a alta dos juros não é uma ferramenta conveniente pelos motivos em que comecei essa exposição.
Os homens do poder sempre foram sensíveis às bajulações e por elas fazem todo o tipo de "tonterias", mesmo que bem intencionados, se esquecem dos fundamentos e economizam nas justificativas como forma de monopólio do saber e para o sustento da soberba, mas acabam entregando o ouro. O nosso ouro.

Em Juros sobem para 11,75%
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Em 06/06/2008 16h45
A coisa funciona mais ou menos como um cabo de guerra. Quando Ben Bernancke, presidente do banco central americano, o FED, anunciou que pretendia manter a taxa de juros nos níveis atuais encerrando assim a série de cortes, ele também sinalizou que pretendia manter o dólar forte interna e externamente, ou seja, sinalizou pouca disposição em efetuar a desvalorização da moeda americana.
No entanto, o desequilíbrio com a alta do preço da energia e o enorme déficit dos EUA com o resto do mundo exerce pressão no sentido oposto, o da desvalorização das outras moedas em relação ao dólar. Para que isso seja melhor compreendido, basta lembrar que antes existia uma paridade que era a base do mercado internacional. Hoje esta paridade está atrapalhada pela valorização artificial das outras moedas do mundo em relação ao dólar. Logo para voltar ao equilíbrio anterior somente existiriam duas alternativas. O os EUA desvalorizam sua moeda tal como ocorreu em crises semelhantes como a vivida na década de 80, ou o resto do mundo desvalorizam as suas respectivas. Ora a desvalorização da moeda sempre representa perda na qualidade de vida, inflação daí a resistência de qualquer governo em proceder o ajuste. Quando um país como o Brasil que sinaliza que manterá sua moeda valorizada aumentando os juros, coloca resistência a inflação que está sendo forçada pelo império econômico, mas sem chances de êxito porque o real não tem, nem de longe, o poder de fogo do dólar.
No entanto, quando o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, anunciou que pode subir a taxa de juros na zona do euro, a coisa soou bombástica, jogou o preço do petróleo para o espaço colocando mais pressão para a desvalorização do dólar.internamente (inflação com perda da qualidade de vida dos norte-americanos).
O movimento do preço do petróleo e das bolsas no mundo não passou de uma antecipação de que a coisa apenas está começando e que os EUA vão ter que desacelerar muito ainda.

Em Dólar
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Em 28/05/2008 17h23
Parece existir uma correlação entre o preço do petróleo e da cotação do dólar no mercado internacional e o preço das ações da Petrobrás. É bom lembrar que as ações da petrolífera são negociadas na bolsa de Nova Iorque.
Quando o dólar atinge cotações mais altas, os investidores tendem a se livrar dos papeis. No movimento inverso, eles tendem a se proteger no mercado acionário contra a inflação (hedge).
A bolsa funciona com rumores, e apostas são feitas em tendências. Essa alta dos papeis da Petrobrás que assistimos hoje se deve a declarações feitas por Richard Berner, da Morgan Stanley's de que o preço do óleo pode chegar facilmente em USD 150 até o final do ano e que altos preços mostram não ser capaz de esfriar a demanda em nações desenvolvidas
Isto faz sentido olhando para o caso do Brasil. Nos EUA , o preço médio da gasolina ainda não chegou a USD 4 o galão, mas nós, brasileiros, pagamos USD 6 o galão faz tempo.
Também, China, Índia e Taiwan mantêm subsídios e demanda forte o que deve manter pressão sobre os preços, principalmente, do diesel. Maiores detalhes estão no blog Dream in Love.

Em Bolsa de Valores
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Em 20/05/2008 14h27
Os EUA não abdicaram do status de império, a despeito de toda essa crise.
Ao império devemos tributos. Portanto, não podemos nos iludir, toda esta euforia que hoje acontece na bolsa vem com a permissão dos senhorios, ou até mesmo incentivada por eles, como parece ter sido este último evento.
É preciso ter cuidado. Os vassalos não podem ter vida melhor que seus senhorios. O diesel nos EUA subiu 43% em um ano, estando hoje na faixa dos R$ 2,00 o litro, alcançando os formidáveis preços brasileiros. Isso com o dólar desvalorizado como acredita o mega investidor Soros, que por sinal, também joga suas fichas na escalada do óleo. Contudo, a coisa não deve parar por aí. Um certo homem do petróleo chamado T. Boone Pickens, disse que o preço do óleo pode chegar a 150 dólares o barril ainda este ano. Isto depois que a Goldman Sachs soltar que o óleo deve chegar a US$ 200 o barril em no máximo dois anos.
Bush parou de aumentar as reservas estratégicas e voltou a pedir misericórdia ao rei da Arábia, que até ventilou na hipótese em aumentar a produção em 300 mil barris diários, porém o ministro Chakib Khelil, da OPEP, disse que não haverá aumento de produção até, pelo menos, o dia 9 de setembro quando deverá acontecer a próxima reunião do cartel, de acordo com a Associated Press.
O preço do óleo continua a crescer, tendo já passado a marca dos 129 dólares o barril. Uma hora a coisa há de desabar, com os efeitos de inflação e arrocho mundial. Atentos.

Em Bolsa de Valores
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Em 15/05/2008 09h52
Em todos os lugares (normais) do mundo, uma alta da taxa básica de juros provocaria uma baixa generalizada das ações em bolsas de valores, e vice versa. Quem acompanhou o Dow Jones nesta seqüência de cortes efetuados pelo FED pôde constatar isto.Tal movimento está em linha com os fundamentos econômicos, onde altos juros inibem o investimento no setor produtivo. No Brasil aconteceu o contrário. Não porque nosso parque industrial local não tenha se ressentido, mas porque dois outros movimentos estão compensando, com folga, a deterioração das finanças de nossas industrias.
O primeiro é o fluxo de capital estrangeiro que entra pela bolsa de valores. O Brasil com a estabilização da moeda, com o crescimento do mercado de consumo interno e seus achados de petróleo, vem atraindo o interesse estrangeiro. Com a desvalorização do dólar perante às outras moedas fortes este movimento é reforçado e ainda recebe um turbinamento extra quando os juros são aumentados.
Pelos fundamentos, quando a oferta é demasiada o preço cai. Assim foi o que aconteceu com o dólar, a sua queda vem dando origem ao segundo movimento.
È que as multinacionais tiveram seus lucros espetacularmente elevados com as variações cambiais. De repente o mesmo lucro em reais se transformaram em muito mais dólares, valorizando suas ações em seus países de origem e tal valorização propagada para cá. Essa valorização, porém, é fictícia porque não tem a contrapartida produtiva. É, como chamam, uma bolha.
A bolha é um fenômeno dinâmico, a manifestação de um desequilíbrio, significando que em algum ponto em algum momento se romperá.
No caso, não vejo mais que dois pontos de ruptura, ou o mundo trabalha mais por menos ou os EUA desvalorizam sua moeda, ou seja, eles trabalham mais por menos.

Em Bolsa de Valores
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Em 23/04/2008 11h14
Espera-se grande afluxo de capital estrangeiro com a sinalização de tendência altista da taxa de juros, com o aumento concretizado na última reunião do Copom.
A porta de entrada do capital estrangeiro é pela bolsa de valores. Assim, as ações mais procuradas (Vale e Petrobrás) deverão refletir a tendência, sendo valorizadas, ou melhor, inflacionadas. A situação continua instável. Existe uma pressão altíssima inflacionária, em níveis mundiais, decorrente do alto custo da energia e alimentos. As commodities se tornaram refúgio ao capital especulativo. Isto as tornam mais sólidas a medida que mais capital é colocado no mercado futuro, atribuindo-as valores independentemente do mercado de consumo. A única possibilidade da volta a um equilíbrio é por intermédio da inflação.
A negativa de ajudar a Argentina em seu problema com a energia nos deixará sem trigo. Seremos obrigados a comprar a farinha deles, inflacionando o bem e deixando nossos moinhos a ver navios (ou procurando por eles). Outra política que se mostrou errada, que junto com a política monetária, poderá ser a receita certa para o desastre.

Em Bolsa de Valores
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Em 15/04/2008 17h22
Toda cautela é pouca nestes movimentos especulativos como se verifica hoje com a Petrobrás e o "vazamento" de informações.
Sabe-se da existência do campo Carioca desde setembro de 2007. Técnicos e estudiosos já falavam em janeiro passado que a reserva na Bacia de Santos poderia chegar a 46,5 bilhões de barris.
Nenhuma novidade, portanto.
O que vale não é exatamente a extensão do campo e sim qual a vazão máxima de extração, a dificuldade e a qualidade do óleo.
Somando a lâmina d'água (espaço compreendido entre a superfície e o fundo do mar) mais a profundidade de soterramento, há poços na Bacia de Santos onde a Petrobras terá de ir a até 7.300 metros de profundidade total. ''É muita rocha'', como já disse o gerente-geral da Unidade de Negócios da Bacia de Santos (UNBS), José Luiz Marcusso.
Na Bacia de Campos, a maior lâmina d'água é de 2.500 metros, no campo novo em Marlim Sul. Hoje, a maior profundidade em operação daquela bacia é no Campo de Roncador, que está a 1.900 metros de lâmina d'água.

Na Bacia de Campos o soterramento é, em média, de 1.500 metros. Um ou outro campo ultrapassa três mil metros, mas os grandes campos estão entre 800 e 1.500 metros. Na Bacia de Santos, a média fica na faixa de 4.500 metros, podendo chegar a 5.300 metros de perfuração na rocha.
A profundidade total na bacia de Santos é quase o dobro da de Campos.
Maior profundidade, em regra, representa menor produção.
O campo de Marlim Sul teve a produção média em março (óleo) em 143 mil barris/dia. O campo de Roncador 146 mil barris/dia, os dois somados não alcançaram a produção de Marlim ( até 1.000 metros de lamina dágua) que foi de 357 mil barris/dia.
Marlim, nosso campo campeão já mostra sinais de esgotamento, em 2002 ele produzia 600 mil barris/dia.
Então a Petrobrás precisava desesperadamente de novas descobertas para suprir o declínio de Marlim. No entanto, dificilmente, a em águas ultra-profundas conseguirá superá-lo.

Em Bolsa de Valores
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Em 11/04/2008 17h32
São esperadas mais más notícias na semana que entra.
Dos seis bancos grandes americanos que deverão apresentar resultados nos próximos dias, três deverão apresentar perdas - Merrill Lynch, Citigroup e Washington Mutual, de acordo com a Thomson Financial.
O JP Morgan Chase, Wells Fargo e Wachovia deverão apresentar queda de ganhos quando comparado ao mesmo período do ano passado, assim como o Bank of America
Para tornar as coisas piores, o consumo tem desacelerado e a taxa de desemprego deu mais um salto ocasionando perdas em outros produtos bancários como o cartão de crédito, por exemplo.
Quando o Fed cortou agressivamente as taxas de juros, ele esperava que tais cortes alavancassem os bancos, mas a economia tomou caminho diverso embora não surpreendente.
No ambiente doméstico, caso o Copom materialize o aumento da Selic (que espero que não aconteça, pois será desastroso para o país), será como um balde de água fria nos investidores e a bolsa deverá aprofundar perdas.

Em Bolsa de Valores
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Em 09/04/2008 17h35
Apenas transcrevo parte de comentário de ANTONIO DELFIM NETTO:
ANTONIO DELFIM NETTO
O Copom é autônomo
NA ÚLTIMA semana, o Brasil assistiu a um espetáculo de intrigas nos meios de comunicação para "afirmar" a autonomia do Banco Central diante do "jurássico" Ministério da Fazenda.
Como? Iniciando já um movimento de elevação da taxa de juros. O "merchandising" financeiro conseguiu quase unanimidade na direção do movimento. Para evitar eventual processo de formação de cartel, os agentes "fixaram" taxas de juros diferenciadas para a Selic em dezembro: de acordo com a "qualidade" da pseudociência, elas variaram de um modesto 12,5% até um fantástico 13,75%!
Tratou-se de um evidente suporte do "mercado" ao ridículo "terrorismo" da última ata do Copom. A coisa tem um ar estranho. Ouvindo a autoridade monetária e lendo as análises do sistema financeiro, alguém que ontem tivesse chegado de Marte concluiria que o Brasil está sob grave ameaça de voltar a uma superinflação, que deve ser "preventivamente" combatida por um "superjuros".
E ainda ninguem consegui reponder : Para que subir os juros?

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Em 07/04/2008 16h40
A Folha, estranhamente, "despublicou", no que chamou de atualização, o seguinte:
A redução da taxa Selic nos três primeiros trimestres do ano passado contribuiu pouco para a diminuição do custo do crédito, especialmente das pequenas e das médias indústrias, aponta estudo realizado em parceria entre a Fiesp e o Serasa.
O relaxamento nos juros durante o período --de 13,25% para 11,25%-- foi menos sentido porque o "spread" (diferença entre taxas captadas e repassadas) não acompanhou o mesmo ritmo de queda da Selic. De acordo com a pesquisa "Painel de Competitividade", obtida pela Folha, o "spread" médio de janeiro a setembro foi de 12,9% ao ano.
Se tivesse seguido em linha com a Selic, seria de 8%.
Da mesma forma, o juro médio cobrado de pessoas jurídicas seria de 19,5%, enquanto a taxa real média verificada no período chegou a 24,4%.
Os coordenadores da pesquisa, feita com 10 mil empresas, afirmam que a desoneração do crédito proporcionada pela redução da Selic ficou comprometida porque os bancos não ofereceram sua contrapartida, reduzindo a taxa de "spread".
"No mundo inteiro, o "spread" é proporcional à taxa de juros. Ocorre que o "spread" bancário continua praticamente o mesmo desde 2005", afirma José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Decomtec (Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp).
........................................................................................................................................
A razão de tal amputação, a meu ver, é bastante simples. É que após a leitura da reportagem pairou uma pergunta irrespondível pelos fundamentos econômicos:
"SE A REDUÇÃO, NA PRÁTICA, NÃO FOI EM NADA REDUZIDA POR QUE AUMENTAR, JÁ QUE NO FINAL FICA TUDO NA MESMA?

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Em 03/04/2008 14h01
A situação internacional continua em processo de deterioração, tendo já Mr. Bem Bernanke, dirigente do FED (banco central americano), admitido crer que o país pode estar em recessão neste primeiro semestre. Os efeitos que podem ter sobre a nossa economia ainda são desconhecidos, porém, é bom lembrar que cerca de 40% das 500 maiores empresas americanas operam no Brasil.
Como já tenho alertado no meu blog, Dream In Love, a supervalorização do real vem deteriorando o comercio exterior com a perda de competitividade de nossos produtos lá fora, e o nosso parque industrial interno sofre com o despejo de produtos chineses a preços irrisórios. O futuro agora depende do que o BC fará com a Selic. Se aumenta, como já ameaçou, e não cuida da contrapartida cambial acelerará o processo de deterioração e em poucos meses nosso setor produtivo destinado à exportação entrará em colapso.
Até agora, o que vem segurando o IBOVESPA é a alta das commodities, no entanto este mercado tem apresentado certa volatilidade, principalmente nos preços do petróleo.
De qualquer forma, a maré não está para peixe. Quem tiver condições de sair melhor.

Em Bolsa de Valores
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Em 07/03/2008 17h22
Enquanto os americanos mergulham nós corremos o risco de nos afogar em cachaça.
Já faz tempo que economia foi deposta do status de ciência, a não ser da ciência do chute, mas se examinarmos a história, esta dirá que atravessamos um momento peculiar. Hoje, ao contrário de aproximadamente 25 anos atrás quando o preço do petróleo chegou aos níveis atuais, a nossa dependência do óleo importado era enorme e qualquer desestabilização da economia americana era desastrosa para a nossa. Hoje a coisa mudou. O país conseguiu estabilizar a moeda e gera aproximadamente a energia que consome. Esta imagem de estabilidade vem sendo fortalecida no cenário internacional com o passar dos anos, atraindo o capital externo, que junto com a política de juros elevados, vem desembarcando aos turbilhões. Tanto que chegou a virar nossa posição de devedor para credor. Ou seja, se antes estávamos como pedintes, hoje estamos quase que nos afogando. Passamos de um extremo ao outro, em grande parte decorrente do mergulho da economia americana. A impressão que se tem é que alguém esqueceu a torneira aberta ou não tiraram a placa "Vende-se" e, por isso, continuam comprando o mesmo país várias e várias vezes.
Economia, ciência ou não, é difícil. E a vida ensina que quando não sabemos, melhor usar o bom senso, e o bom senso é permanecer longe de limites.

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